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Modelo matemático estima quando a vacinação contra a COVID terminará no Brasil

Modelo matemático criado por grupo de pesquisadores e representantes de várias universidades brasileiras prevê quando a população do Brasil estará totalmente vacinada.
Vacinacao COVID Brasil
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A vacinação da COVID-19 no Brasil está progredindo, após muitos percalços que atrasaram a imunização da população. O processo segue em diferentes velocidades, de acordo com a chegada de novas doses. Nesse ritmo irregular, uma pergunta permanece sem resposta: “quando toda a população estará imunizada?”

Estamos no segundo ano da pandemia, ainda mantendo as medidas de isolamento, que lentamente passam a ser flexibilizadas mediante políticas e estudos localizados. A inconstância da vacinação não nos deixa ter certeza de quando todos estarão 100% imunizados.

Mas, existe um modelo matemático criado para fazer essa previsão. É ele que nós vamos conhecer melhor neste artigo.

Conheça o modelo matemático 

O modelo matemático foi criado por um grupo de pesquisadores e representantes de várias universidades brasileiras, através do projeto MosCovis 19. O sistema utiliza dados fornecidos pelo Ministério da Saúde para gerar previsões sobre quando todos os cidadãos brasileiros estarão totalmente imunizados.

Graças a esse modelo, é possível verificar o status da vacinação da COVID em todo o país, com dados divididos por estado e cidade. Com isso é possível, por exemplo, verificar qual a previsão para a imunização na cidade em que você mora, levando em conta diferentes fatores para estimar uma data.

O modelo matemático trabalha com dados suscetíveis a mudanças, que podem alterar essa data para mais ou para menos. Isso porque a imprevisibilidade do vírus – que já tem variantes mais contagiosas se espalhando pelo Brasil – é um fator que jamais pode ser ignorado, o que torna muito difícil para qualquer fórmula matemática definir com precisão uma data para o fim da vacinação. Inúmeros fatores podem atrasar ou (idealmente) acelerar os esforços de imunização.

Como acessar o painel 

Para acessar o modelo matemático você deve, primeiramente, acessar este link: http://vacinometro.icmc.usp.br/painel/. Já na primeira página podemos acompanhar os números da vacinação da COVID no Brasil como um todo. Para filtrar os resultados, basta selecionar seu estado e sua cidade nos campos destacados.

Esse modelo matemático é válido não apenas para prever quando a vacinação das pessoas estará terminada, mas também para rastrear o número de pessoas vacinadas em uma região, com números reais sobre indivíduos que receberam a primeira dose e também sobre aqueles que já completaram o ciclo vacinal.

Informações como essa fazem do modelo uma ferramenta especialmente útil em cidades pequenas ou isoladas, onde as informações sobre a pandemia podem ter mais dificuldade de serem entregues. Com ele, os habitantes dessas regiões podem ter uma melhor noção de quando poderão ser vacinadas, bem como da situação geral da vacinação.

Dados utilizados 

Para a criação do modelo matemático, muitos dados precisaram ser coletados e filtrados, a fim de garantir a confiabilidade e precisão das informações – principalmente os números brutos de vacinas aplicadas por cidades e estados.

A projeção do fim da vacinação é calculada tendo como base os dados dos últimos 30 dias de vacinação. Baseado nisso, a previsão leva em conta os números fornecidos e atualizados pelos órgãos de saúde na hora de fazer o cálculo.. Infelizmente, muitos dados coletados possuem inconsistências e erros.

Por exemplo: na base de dados do Ministério da Saúde, foram encontrados dados de pessoas vacinadas nascidas no século XIX. Há ainda dados de indivíduos que receberam múltiplas doses em apenas um dia, ou que receberam somente a segunda dose. Os pesquisadores que trabalharam no modelo matemático precisaram inicialmente filtrar esses resultados com o intuito de “limpá-los”, para que o software pudesse trabalhar apenas com informações o mais próximo da realidade quanto fosse possível.

Graças a isso, a tomada de decisões sobre como melhor realizar a vacinação é mais eficaz, identificando áreas em atraso que necessitam mais atenção e recursos; a situação dos grupos prioritários; regiões com falta de doses; taxa de desistência, entre outras variantes. 

Com base em todos esses dados, o modelo matemático calculou que, no ritmo atual, teremos que esperar até março de 2023 para que toda a população brasileira esteja completamente imunizada. O que levanta um problema em potencial: se hoje as pessoas já não estão mais respeitando as medidas de proteção e distanciamento social como deveriam, imagine se tivermos mais de um ano inteiro de pandemia pela frente? 

Importância de acelerar a vacinação 

Apesar dos esforços coletivos para importar e/ou produzir imunizantes, a vacinação da COVID no Brasil não é constante, o que deixa os especialistas alarmados. Considerando que a pandemia “começou” em março de 2020 no país, a estimativa atual do modelo aponta que vamos levar nada menos do que três anos (no total) para superarmos o coronavírus.

Isso é um perigo por diversas questões sanitárias, econômicas e sociais. A aceleração da imunização é fundamental não somente para proteger a população do vírus, mas para impedir a própria evolução do vírus.

Quando a imunização é massiva, o número de internações hospitalares e óbitos cai, aliviando a superlotação do sistema de saúde. Se o sistema colapsa, o povo é prejudicado não só por conta do coronavírus, mas pela dificuldade em acessar tantos outros serviços de saúde básicos.

Além disso, há a questão do retorno à normalidade. As medidas sanitárias não poderão ser relaxadas tão cedo, pois o vírus vai continuar circulando. Como o nível de perigo e transmissibilidade das novas variantes é maior, ainda haverá risco para as pessoas, mesmo depois que todos estiverem vacinados.

Acelerar a vacinação permitiria que os governos focassem seus esforços e recursos para o combate do vírus em si, impedindo sua disseminação e combatendo suas variantes, tanto as de Preocupação (as que já foram estudadas e cujos riscos já são conhecidos), quanto as variantes de Interesse, que são as mutações que ainda dependem de estudos para serem melhor compreendidas.

Variantes mais transmissíveis 

Atualmente existem dezenas de variantes diferentes do vírus SARS-CoV-2. Deste montante, 11 já foram catalogadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dentre essas 11, quatro estão no grupo de Variantes de Preocupação (VOC, Variants of Concern), aquelas já estudadas e cujo perigo já é conhecido.

Essas variantes são conhecidas como Alfa, Beta, Gama e Delta. Estudos recentes apontam que a variante Delta é a mais transmissível atualmente, além de ser a mais perigosa, o que justifica a preocupação em torno dela. Originária da Índia, esta cepa espalhou-se rapidamente por outros territórios, e já está causando mortes aqui no Brasil.

A segunda variável mais transmissível é a Alfa, originária no Reino Unido e que já infectou mais de 140 países. Essa variante é menos letal que a Delta, mas ainda oferece alto risco para a população, especialmente por ser mais contagiosa.

E por fim, temos as variantes Beta e Gama, originárias da África do Sul e do Brasil, respectivamente. Apesar de menos transmissíveis, elas não podem ser negligenciadas, pois seus índices de transmissão ainda são altos o bastante para originar novos surtos da doença. A variante Beta é a cepa com maior incidência no continente africano, enquanto a Gama já foi identificada em diferentes estados do Brasil e até mesmo em países vizinhos.

Essas são as principais variantes que têm mantido as autoridades de saúde em alerta. A falta de um lockdown efetivo facilita a entrada das variantes no Brasil, que são trazidas por pessoas contaminadas que são assintomáticas, ou que simplesmente não estão seguindo os protocolos de proteção de forma adequada.

Sobre o projeto ModCovid19

O modelo matemático que calcula quando a vacinação da COVID no Brasil chegará ao fim foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP de São Carlos (ICMC); do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp (IMECC); do Instituto de Matemática Pura e Aplicada do Rio de Janeiro (IMPA); da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio). Todas essas instituições fazem parte da iniciativa ModCovid19.

Ainda que a previsão do software possa mudar conforme o panorama da vacinação muda pelo país, ela já nos ajuda a enxergar com mais clareza um futuro relativamente normal. A projeção também pode auxiliar governantes e secretarias da saúde a planejarem a flexibilização das medidas restritivas, com base no avanço da imunização, que reduz as taxas de transmissão do vírus.

Para conseguirmos entender a situação real do país, era preciso entender a fundo como o vírus se dissemina e como está sendo feita a imunização dos cidadãos. Daí veio o interesse das universidades e órgãos supracitados em criar um modelo que fosse capaz de “prever o futuro” e responder a perguntas relacionadas ao andamento da pandemia no país.

Com a união de recursos e conhecimentos, o ModCovid19 iniciou seus trabalhos para a criação de diferentes modelos matemáticos para simular comportamentos, fenômenos e cenários ligados à pandemia e, de quebra, oferecer dados e informações valiosas para que a vacinação da COVID no Brasil seja mais ágil e assertiva.

O projeto ModCovid19 desenvolve diversas outras ferramentas úteis para a compreensão da pandemia. Uma delas é um gráfico que mostra a importância do isolamento social na preservação de vidas, que mostra de forma clara o “achatamento da curva” de que muito se falava no início da quarentena.

Sobre a Hilab 

Sempre pensando em contribuir com a saúde das pessoas, a Hilab oferece um serviço completo de Testes Laboratoriais Remotos (TLRs) de alta performance e confiabilidade, capaz de realizar mais de 20 exames diferentes, incluindo três diferentes testes de detecção do coronavírus.

Nossos equipamentos podem ser instalados em farmácias, clínicas, aeroportos e outros estabelecimentos, o que facilita o acesso à saúde e garante que exames rápidos e seguros estejam ao alcance de todos.

A dupla verificação é um dos grandes diferenciais da Hilab: primeiro, nossa inteligência artificial analisa a amostra genética do paciente e faz um diagnóstico, que é enviado via internet ao nosso laboratório remoto, onde um especialista  valida o resultado e emite um laudo assinado, que chega diretamente no e-mail ou celular do paciente em cerca de 30 minutos.

Enquanto a vacinação da COVID no Brasil segue imunizando a população, nossa tecnologia e expertise ajudam a monitorar o vírus e proteger os cidadãos. Contrate a Hilab e ajude-nos a tornar a saúde cada vez mais acessível.

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