Diferenças entre dengue e COVID-19: Saiba identificar os sintomas

mulher deitada com a mão na cabeça doente

Em 2022, o número de casos de dengue no país cresceu com relação aos anos anteriores, chegando a 43,9% segundo o Ministério da Saúde. Entre 2 de janeiro e 12 de março de 2022, foram 161.605 notificações de prováveis infectados. Um cenário complicado em tempos de coronavírus, visto que  ambas doenças têm sintomas parecidos e muitas pessoas têm dificuldade de saber as diferenças entre dengue e covid-19.

Confira neste post as principais diferenças entre as doenças, como elas são transmitidas, formas de prevenção e ainda, se é possível a co-infecção entre elas. 

Dengue e COVID: Como diferenciá-las?

Alguns sintomas dessas doenças se confundem, como febre, dor de cabeça e dor no corpo. Em certos casos, o diagnóstico é previamente apresentado como dengue, mas depois pode ser confirmado como COVID-19. Em alguns casos, pode acontecer uma co-infecção, onde os dois vírus infectam uma mesma pessoa ao mesmo tempo.

A COVID-19 é uma doença respiratória aguda, na qual  as pessoas infectadas geralmente apresentam febre, cansaço e tosse seca, que pode  ser acompanhada de dor de garganta e dificuldade para respirar. Embora a maioria apresenta sintomas leves, a infecção pode evoluir para doenças respiratórias mais graves, como pneumonia.

Esses sintomas respiratórios não são frequentes na dengue, e apesar de as duas doenças serem febris e causarem dor de cabeça, dor pelo corpo e cansaço, esses sinais são mais intensos quando provocados pela dengue.

A dengue é caracterizada por dores nas articulações, problemas gastrointestinais e manchas avermelhadas pelo corpo. Em alguns casos, pode ocorrer a queda no nível de plaquetas do sangue, causando sangramentos que caracterizam a forma grave da dengue.

Confira o quadro abaixo com os sintomas de cada doença: 

COVID-19  DENGUE
Febre 

Dor de cabeça 

Tosse seca

Falta de ar 

Dores musculares

Cansaço

Dor de garganta

Febre 

Dor de cabeça

Dor nas articulações

Dor atrás dos olhos 

Irritação e coceira na pele

É comum apresentar perda de peso, vômito, e náuseas 

Como ocorre a transmissão das doenças?

A COVID-19 e a dengue são doenças virais, mas são provocadas por vírus diferentes, com comportamentos distintos. Confira como cada uma delas ocorre:

Transmissão da COVID-19

O novo coronavírus é transmitido de uma pessoa infectada para outra. Uma pessoa doente, elimina partículas virais através de espirros, gotículas de saliva, catarro e outras secreções. Ao ter contato próximo com outra pessoa, ela pode transmitir o vírus ou infectar objetos, superfícies e/ou ambientes.

mulher espirrando com um lenço

Sendo assim, a pessoa também pode se infectar com o vírus que causa a COVID-19 através do contato com objetos contaminados. Nesse caso, a contaminação acontece quando a mão contaminada com o vírus, é levada até às mucosas (olhos, boca e nariz), que são a porta de entrada para a doença. 

Transmissão da Dengue

Já a transmissão da dengue ocorre pela picada do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Neste caso, a doença não é transmitida de uma pessoa doente para outra diretamente, mas sim pela picada do mosquito. 

mosquito Aedes aegypti

O ciclo da dengue ocorre quando o mosquito fêmea é infectado por sugar o sangue de alguém que já está doente. Após isso, entre 10 a 12 dias, o vírus se dissemina pelo organismo do inseto, contaminando sua saliva e tornando-o um transmissor da doença.

De acordo com o Instituto Oswaldo Cruz, a dengue é transmitida no momento da picada do mosquito infectado. Assim, as partículas virais são injetadas na corrente sanguínea da pessoa.

Como se proteger?

A principal forma de se proteger da COVID-19, é tomar a vacina contra o coronavírus. Além disso, também é importante continuar seguindo medidas não farmacológicas, como: 

  • higienizar as mãos;
  • utilizar máscaras;
  • isolamento social, se necessário.

Agora, para se proteger da dengue, é preciso conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, combatendo  a sua reprodução.

O ambiente ideal para o criadouro do mosquito é aquele no qual há água parada, mesmo que a quantidade seja mínima. Para evitar que o inseto se procrie, você deve evitar deixar a água parada em locais abertos e livres. 

Algumas medidas devem ser tomadas para evitar focos de mosquito da dengue. São elas: 

  • Fechar as caixas d’água; 
  • Não deixar água acumulada em lajes; 
  • Manter os lixos sempre fechados; 
  • Utilizar areia nos vasos de plantas;
  • Deixar recipientes como garrafas e potes de cabeça para baixo; 
  • Sempre deixar lonas e plásticos esticados; 
  • Retirar toda a água dos pneus. 

Já para prevenir o seu contato com o mosquito infectado, você pode usar repelentes, inseticidas e colocar telas de proteção nas janelas da sua casa. 

Co-infecção por dengue e covid-19. É possível? 

Sim, é possível! 

No Brasil, no estado do Paraná, um homem de 31 anos foi diagnosticado com as duas doenças através de exames de biologia molecular (RT-PCR). Essa condição é perigosa, pois ela pode agravar o quadro sintomático do paciente, por isso, é importante reforçar todos os cuidados de prevenção que citamos anteriormente, evitando a transmissão dessas doenças. 

Ao identificar os primeiros sintomas faça um exame de COVID-19 Antígeno ou, no caso de suspeita de dengue, faça um exame Dengue NS1 ou Dengue IgM e IgG. Caso os sintomas persistam, busque um médico. 

Agora que você sabe a diferença entre o coronavírus e a dengue, aproveite para ler sobre outros assuntos de saúde no nosso blog!

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Referências Bibliográficas: 

CONASS. Painel Conass Covid-19. Disponível em: <https://www.conass.org.br/painelconasscovid19/> Acesso em: 05/05/2022 

SECRETÁRIA DE SAÚDE. Paraná confirma laboratorialmente primeiro caso de co-detecção de Covid-19 e Dengue. Disponível em: < https://www.saude.pr.gov.br/Noticia/Parana-confirma-laboratorialmente-primeiro-caso-de-co-deteccao-de-Covid-19-e-Dengue > Acesso em: 05/05/2022

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