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Teleoftalmologia ‌torna‌ ‌rastreio‌ ‌da‌ ‌cegueira‌ ‌causada‌ ‌pelo‌ ‌diabetes‌ ‌94%‌ ‌mais‌ ‌barato‌ ‌

Estudo “Teleoftalmologia no rastreamento da retinopatia diabética”, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde – Infectologia e Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da UFMG, mostra como a telemedicina está contribuindo para democratizar o acesso à saúde e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Teleoftalmologia
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Já é uma realidade: a telemedicina permite que o rastreio da retinopatia diabética – uma silenciosa complicação do diabetes mellitus que pode levar à cegueira – fique até 94% mais barato para os cofres públicos. A conclusão é do estudo “Teleoftalmologia no rastreamento da retinopatia diabética”, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde – Infectologia e Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) de autoria de Grazielle Fialho de Souza. Os resultados foram analisados no Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh.

O estudo ainda prevê outros benefícios da teleoftalmologia, como a ampliação do acesso à saúde em regiões distantes dos grandes centros, que concentram especialistas, o diagnóstico precoce e a diminuição de casos graves, melhorando a qualidade de vida dos diabéticos. Isso porque muitos pacientes já chegam ao especialista com a visão comprometida – ou, então, grande risco de cegueira. A ideia, portanto, é controlar o aparecimento da retinopatia e prevenir seu aparecimento, podendo que os médicos intervenham na reversão da doença, o que é possível por meio do diagnóstico precoce.

Quer entender melhor sobre a teleoftalmologia e como ela permite que o rastreio da cegueira seja mais eficiente e menos custoso? Confira o artigo que a Hilab preparou para você e saiba tudo sobre o assunto. 

O que é a telemedicina?

A telemedicina pode ser definida como um recurso tecnológico e de comunicação idealizado com o propósito de aperfeiçoar o atendimento médico e a saúde do paciente, afinal, ela possibilita que os profissionais da área troquem informações, pareceres e opiniões à distância.

A modalidade é utilizada para transferir laudos, diagnósticos e exames de maneira digital, além de viabilizar o recebimento dessas análises em estabelecimentos do setor da saúde que não contam com especialistas em determinada área médica.

Com a ferramenta, os serviços clínicos podem ser levados a qualquer lugar do país, ampliando o acesso ao atendimento, ultrapassando as barreiras de hospitais, clínicas e consultórios e, ainda, possibilitando que os médicos tomem decisões e assumam condutas de maneira rápida e objetiva.

Em geral, esse gerenciamento de dados ocorre por meio de um computador com acesso à internet, porém, também é possível ser realizado por meio de smartphones, tablets e demais dispositivos tecnológicos.

A telemedicina oferece uma assistência médica precisa, globalizada e acessível, que dispensa a necessidade de locomoção. A tecnologia aplicada aos serviços aponta para uma otimização da assistência primária e para a melhoria dos processos atuais — minimizando os riscos e reduzindo os custos.

Outra vantagem da telemedicina é que, ao combater a escassez de recursos na área clínica e impedir o isolamento dos profissionais, o mecanismo tende a aumentar a qualidade geral das ações e dos avanços no segmento. No caso do diabetes e do tratamento precoce, a telemedicina contribui para o diagnóstico rápido e para rastrear casos de cegueira que, muitas vezes, pode ser revertido nos casos de retinopatia.

O que é a teleoftalmologia?

Uma das especificidades da telemedicina, a teleoftalmologia também oferece assistência médica à distância, por meio de avançados recursos tecnológicos e Inteligência Artificial (IA), mas exclusivamente na área de oftalmologia.

De fato, a área é relativamente nova no mundo todo. Porém, já apresenta resultados surpreendentes e animadores. Um dos seus principais empregos, principalmente no Brasil, é na emissão de laudos à distância. Por exemplo, é possível realizar exames como teste de acuidade visual, refração, fundo de olho, medida da pressão intraocular e avaliação das pálpebras, da motilidade ocular e dos reflexos pupilares.

Pela internet, é possível enviar exames, dar laudos, fazer diagnósticos, prescrever tratamentos e acompanhar a evolução do paciente. Além disso, possibilita a troca de informações entre médicos, em plataformas online com acesso pelo computador, celular e tablet.

Uma das principais vantagens da teleoftalmologia é que ela permite melhorar a qualidade, a acessibilidade e a fidelidade dos serviços e exames oftalmológicos. Ainda podemos citar a capacidade de agilizar exames, diagnósticos e tratamentos.

Com isso, é possível reduzir a fila e os custos envolvidos no rastreio da cegueira causada pelo diabetes. 

Rastreio da retinopatia diabética

A retinopatia diabética é uma complicação ocular do diabetes mellitus. É uma alteração microvascular associada ao pior controle e ao maior tempo da doença, identificada quando se realiza o exame de fundo de olho. De acordo com a literatura médica, mais de 20% das pessoas com diabetes desenvolvem essa complicação, mais frequente entre mulheres e idosos. O principal sintoma é a piora da visão. 

Assim como quase todas as complicações do diabetes, as alterações iniciais da doença são assintomáticas – daí a necessidade de acompanhamento sistemático e do rastreamento da retinopatia.  

Para isso, a telemedicina – mais especificamente a teleoftalmologia – foi adotado como pesquisa. Entretanto, os resultados promissores fizeram com que houvesse a implementação dos serviços em alguns locais do país.

Vantagens da teleoftalmologia

Você já viu que a teleoftalmologia tem revolucionado o rastreio da cegueira causada pelo diabetes. Veja abaixo mais vantagens que a tecnologia trouxe para a saúde.

1. Redução de custos

A pesquisa citada no início deste texto apontou que foi possível reduzir os custos do rastreio da cegueira em 94%. No estudo foram analisados os custos envolvidos em consultas presenciais com oftalmologista para moradores de Viçosa, em Minas Gerais, que precisavam se deslocar até Juiz de Fora ou Belo Horizonte. 

Esse valor foi comparado com o uso da teleoftalmologia. Profissionais locais foram treinados pela equipe da pesquisa e realizaram exames para triagem dos pacientes diabéticos da região. 

2. Ampliação do acesso à saúde

A teleoftalmologia permite que pessoas que vivem em regiões sem especialistas possam se consultar à distância. Além de ser mais cômodo, a possibilidade de se negligenciar a saúde é menor, uma vez que a pessoa pode ser examinada no conforto do seu lar.

É importante lembrar que as pessoas podem não comparecer a uma consulta médica por diversos motivos, como falta de tempo para deslocamento, obstáculos geográficos e problemas financeiros.

Desta forma, a teleoftalmologia permite que pacientes com diabetes tenham acesso à tecnologia de ponta em saúde de onde eles estiverem.

3. Diagnóstico precoce

Como a teleoftalmologia possibilita que os pacientes se consultem com mais frequência e sejam acompanhados por especialistas, é possível fazer diagnósticos precoces no caso do diabetes e da retinopatia.

Isso permite que a doença seja detectada mais cedo, fazendo com que os pacientes tenham tratamento eficiente, prescrição medicamentosa de qualidade e reversão da cegueira causada por retinopatia, quando for necessário intervir.

O diagnóstico precoce também impede que o paciente tenha outras complicações causadas pelo diabetes, como problemas renais e cardíacos.

Conheça o projeto Teleoftalmo

O Projeto Teleoftalmo é uma alternativa para ampliar o acesso dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao diagnóstico oftalmológico e reduzir a fila de espera para o atendimento nesta especialidade. O objetivo é implementar consultórios oftalmológicos para atender pacientes residentes no interior do Rio Grande do Sul, por meio da Telemedicina, aproximando o médico especialista da atenção básica de saúde. 

As salas estão estruturadas com equipamentos capazes de realizar a grande maioria dos diagnósticos oftalmológicos (retinopatia diabética, glaucoma, catarata e erros de refração).

Os pacientes atendidos no Projeto Teleoftalmo são encaminhados por meio de uma plataforma web pelos médicos da Atenção Primária à Saúde (APS). O telediagnóstico oftalmológico é realizado via telemedicina síncrona, onde o oftalmologista, além de supervisionar toda a coleta de dados e imagens, interage diretamente com o paciente e a equipe de enfermagem dos pontos remotos, controlando uma câmera robotizada de alta definição instalada em um computador com sistema telepresença. 

Além de operar remotamente a câmera robotizada, o oftalmologista comanda o refrator para a aferição da acuidade visual. Após a análise dos dados e imagens, o oftalmologista emite o laudo via plataforma web para o médico solicitante, junto com as recomendações de conduta.

Outras tecnologias que democratizam o acesso à saúde: Testes Laboratoriais Remotos

Além da teleoftalmologia, há outras ferramentas tecnológicas que facilitam e democratizam a saúde no nosso país. Estamos falando dos Testes Laboratoriais Remotos (TLRs), que podem ser feitos à distância e garantem resultados precisos e diagnósticos assinados por especialistas.

No caso do diabetes mellitus, os TLRs também contribuem para o acompanhamento do paciente e para evitar doenças decorrentes. Veja abaixo com mais detalhes.

TLRs diagnóstico do diabetes

Com uma única gota de sangue da ponta do dedo e resultados rápidos é possível detectar o diabetes mellitus. 

Testes Laboratoriais Remotos são exames que utilizam pouca amostra e que podem ser realizados fora das dependências de um laboratório clínico convencional.

Hemoglobina Glicada

Um teste laboratorial indolor, rápido e com laudo assinado para ajudar no rastreamento e monitoramento do tratamento do diabetes. O resultado sai em 13 minutos. O Teste Laboratorial Remoto Hilab de Hemoglobina Glicada (HbA1c) utiliza a metodologia de imunocromatografia para a detecção quantitativa da HbA1c em amostra de sangue total.

Glicemia

O Teste Laboratorial Remoto de Glicemia da Hilab é um ensaio colorimétrico enzimático rápido para determinação quantitativa de glicose em amostras de sangue total obtidas por punção digital, um método rápido e indolor.

A reação enzimática da amostra com a tira reagente produz coloração, e a intensidade da cor determina a concentração de glicose conforme a curva de calibração Hilab, com limites de detecção entre 20 mg/dL e 400 mg/dL.

A Hilab apoia a democratização da saúde

A Hilab foi fundada com o propósito de que a saúde fosse acessível a todas as pessoas e de que o acesso a ela é um direito humano que deve ser garantido. Por isso, hoje, a empresa é referência no acesso aos exames laboratoriais. Atualmente, 50% da população brasileira está a menos de 6km de distância de um Hilab, o que contribui para que as pessoas possam acompanhar de perto sua saúde e tenham à disposição um serviço de Testes Laboratoriais Remotos (TLRs) de qualidade.

A prova disso é que o Hilab já participou de diversos projetos e vem sendo um importante parceiro da população na luta contra a pandemia da Covid-19. Com laudos assinados por especialistas e resultados que saem em minutos, os exames contribuem para que a infecção pelo coronavírus seja detectada de forma segura e que os cuidados sejam devidamente tomados. 

Os exames da Hilab podem ser encontrados em empresas, farmácias, indústrias e no papel de laboratório de apoio a grandes outros centros que realizam exames e coletas.

Quer saber mais sobre tecnologias como a teleoftalmologia e os TLRs? Então não deixe de ler nosso artigo sobre a tecnologia por trás da Hilab.

 

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