Saúde da mulher: o que fazer para evitar as principais doenças?

O Outubro Rosa nasceu com o objetivo de compartilhar e promover a conscientização sobre o câncer de mama, doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama.

O mês também marca ações que visam chamar a atenção e conscientizar todas as pessoas sobre os diversos problemas de saúde comuns na vida das mulheres.

Confira, no artigo a seguir as principais dicas para você cuidar mais da sua saúde.

1. Rastreamento do câncer de colo de útero e câncer de mama

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama e o câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, são os tipos de câncer mais comuns entre as mulheres.

Para prevenir o câncer de colo do útero, você deve diminuir o risco de contágio pelo HPV (Papilomavírus Humano). Esse vírus é transmitido principalmente por via sexual.

Como a camisinha não oferece uma proteção completa contra esse vírus (no entanto, não deixe de utilizá-la, ela oferece proteção eficaz contra outras ISTs), é extremamente importante realizar o exame preventivo (Papanicolau) além de se vacinar contra o HPV.

A vacina  protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por grande parte casos de câncer do colo do útero.

Para prevenir o câncer de mama, é importante realizar a mamografia.

Segundo o INCA, a mamografia de rotina é recomendada para as mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos. O Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias.

Além disso, também é importante cuidar da alimentação. Estima-se que, por meio da alimentação, atividade física e gordura corporal adequados, é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver tumores nas mamas.

Confira a seguir o vídeo que preparamos mostrando o papel da alimentação saudável e dos exercícios físicos na prevenção do câncer de mama:

 

2. Cuide da sua alimentação

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 8% das mulheres – ou 205 milhões – vivem com diabetes em todo o mundo. A alimentação inadequada é um dos fatores que mais têm contribuído para o aumento do número de casos de diabetes na população.

Para evitar essa doença é importante manter uma alimentação saudável. Prefira alimentos naturais e evite o consumo de alimentos ultraprocessados, que são aqueles produzidos com ingrediente de baixo custo e ricos em sal, gorduras, aditivos e açúcares.

3. Atenção com as doenças cardiovasculares

Segundo o Ministério da Saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e as Doenças Cardíacas Isquêmicas são as doenças que mais matam mulheres entre 30 e 69 anos.

Essas doenças compartilham alguns fatores de risco como o tabagismo, atividade física insuficiente, uso nocivo do álcool e alimentação não saudável.

Para preveni-las, além de manter uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios físicos, é importante medir a pressão arterial com frequência e conhecer as taxas de colesterol.

4. Doenças da tireoide

As doenças da tireoide são as mais comuns doenças endócrinas e atingem, principalmente, as mulheres. As principais são o hipotireoidismo e o hipertireoidismo.

Essas doenças trazem impactos significativos para a saúde da mulher, pois a principal função da tireoide é produzir os hormônios T3 e T4, que são essenciais para o bom funcionamento do organismo.

Esses hormônios atuam no controle dos batimentos cardíacos, influenciam nosso humor, concentração, memória, ciclo menstrual, dentre outras funções.

Por este motivo, é muito importante reconhecer os sintomas do hipotireoidismo e do hipertireoidismo, além de realizar o exame de TSH com certa frequência.

5. Está grávida? Não deixe de fazer um pré-natal de qualidade

Existem infecções perigosas para as mães e os bebês. Para evitá-las, é essencial fazer o pré-natal.

O pré-natal é o acompanhamento da gestante feito pelo médico-obstetra desde o momento da descoberta da gravidez até 45 dias após o nascimento do bebê, período conhecido como o puerpério. Esse acompanhamento é essencial para reduzir a mortalidade materna.

Segundo recomendações do Programa de Humanização do Ministério da Saúde, o ideal é que a mulher grávida tenha no mínimo seis consultas com o seu obstetra, sendo uma no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro trimestre.

Gostou de saber mais sobre a saúde da mulher? Aproveite para curtir a página do Hilab!

Referências bibliográficas:

Jornal da USP. Alimentos ultraprocessados aumentam chances de câncer. Disponível em: <https://jornal.usp.br/atualidades/alimentos-ultraprocessados-aumentam-chances-de-cancer/>.

Instituto Nacional de Câncer. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama>. Acesso em: 27 de maio de 2019.

Instituto Nacional de Câncer. Tipos de Câncer. Câncer do colo do útero. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero>. Acesso em: 27 de maio de 2019.

Sociedade Brasileira de Diabetes. Mulheres e Diabetes. Disponível em:  de maio de <https://www.diabetes.org.br/publico/mulheres-e-diabetes>. Acesso em: 27 de maio de 2019.

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Micheli Pecharki

Micheli Pecharki

Micheli é Bióloga e coordenadora de conteúdos na Hilab. Acredita que transformar o conhecimento técnico em algo acessível é essencial para que as pessoas saibam como cuidar mais da própria saúde e vivam, assim, com mais qualidade de vida. É apaixonada por cachorros e escrever e nas horas vagas gosta de estar em contato com a natureza.

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