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Farmacêutico, saiba como enfrentar o novo coronavírus

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Desde o final do ano passado temos acompanhado o surto de um vírus que ainda não havia se manifestado em humanos – o novo coronavírus (CoV), atualmente denominado de SARS-CoV-2. 

Uma vez que as farmácias são frequentemente o primeiro ponto de contato entre o paciente e o sistema de saúde é essencial que o farmacêutico e todos os colaboradores estejam familiarizados com a doença. Pensando nisso, elaboramos um artigo com as principais informações sobre o COVID-19. Boa leitura! 

Como identificar um caso suspeito? 

A infecção por coronavírus pode variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. Na farmácias e drogarias, a avaliação do risco de um paciente com suspeita de infecção por SARS-CoV-2 deve ser conduzida pelo farmacêutico, assim como o exame de Coronavírus necessário para auxiliar no diagnóstico da infecção. Para definir um caso suspeito considere as seguintes definições do Ministério da Saúde

DEFINIÇÃO 1 – SÍNDROME GRIPAL (SG): indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, mesmo  que relatada, acompanhada de tosse OU dor de garganta OU coriza OU dificuldade respiratória.
1. EM CRIANÇAS: considera-se também obstrução nasal, na ausência
de outro diagnóstico específico.
2. EM IDOSOS: a febre pode estar ausente. Deve-se considerar também critérios específicos de agravamento como sincope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência.


DEFINIÇÃO 2 – SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE
(SRAG): Síndrome Gripal que apresente: dispneia/desconforto respiratório OU Pressão persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada dos lábios ou rosto.

1. EM CRIANÇAS: além dos itens anteriores, observar os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

Também é possível definir um caso por CRITÉRIO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO:

Caso suspeito de SG ou SRAG com: Histórico de contato próximo ou domiciliar, nos últimos 7 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente para COVID-19 e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

Qual o papel do farmacêutico na farmácia comunitária? 

Segundo a Federação Internacional Farmacêutica, os farmacêuticos comunitários têm a responsabilidade compartilhada de: 

  • Armazenar adequadamente os estoques de medicamentos e outros produtos para saúde (medicamentos, máscaras, etc.) para suprir a demanda;
  • Informar e educar o público;
  • Aconselhar;
  • Encaminhar pacientes ao serviço de saúde da localidade;
  • Promover a prevenção de doenças;
  • Promover o controle das infecções. 

Quais são as complicações mais comuns? 

As complicações mais comuns são Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG (17-29%), lesão cardíaca aguda (12%) e infecção secundária (10%). A letalidade entre os pacientes hospitalizados variou entre 11% e 15%. 

Como é o tratamento? 

Até o momento, não existe medicamento específico. Atualmente, o tratamento é sintomático e baseado na condição clínica do paciente e nos cuidados de apoio. 

O que é um coronavírus? 

Os coronavírus (CoV) são uma grande família de vírus que causam doenças que vão desde o resfriado comum até doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV). Um novo coronavírus (nCoV) é uma nova estirpe que não foi previamente identificada em humanos. 

O 2019-nCoV é uma nova estirpe de coronavírus que foi detectada pela primeira vez na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na República Popular da China. 

No dia 11 de fevereiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde decidiu finalmente nomear o vírus como coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2), e a doença causada por este vírus como COVID-19 (doença por Coronavírus identificada em 2019).

Como se prevenir? 

Segundo o Ministério da Saúde, para que o público reduza a exposição e a transmissão da doença, as recomendações incluem:  

  1. Limpar frequentemente as mãos usando antisséptico à base de álcool ou água e sabão; 
  2. Evitar tocar os olhos, nariz e boca; 
  3. Quando tossir e espirrar, cobrir a boca e o nariz com um cotovelo flexionado ou lenço descartável – elimine imediatamente o lenço e lave as mãos; 
  4. Evitar o contato próximo com qualquer pessoa que tenha febre e tosse; 
  5. Se você tem febre, tosse e dificuldade para respirar, adote o isolamento domiciliar, use máscara e monitore os sintomas; 
  6. Máscaras também são recomendadas para indivíduos assintomáticos. 
  7. Adotar o isolamento social. Ficar em casa é a principal medida para evitar a disseminação da COVID-19. 

Onde encontrar mais informações?

1. Farmacêuticos contra o novo coronavírus 

No dia 18 de fevereiro, o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo lançou uma campanha intitulada, “Farmacêuticos contra o novo coronavírus”, em que é possível ter acesso a uma série de materiais orientativo sobre como lidar com a situação: 

  • Vídeo orientativo: Aula com o Dr. Marcelo Polacow, vice-presidente do CRF-SP sobre como o farmacêutico deve enfrentar o novo coronavírus

2. Orientação sanitária da FIP. Epidemia por Coronavírus SARS-Cov-2:  Informações e diretrizes provisórias para farmacêuticos e colaboradores da farmácia 

O documento, elaborado pela Federação Internacional Farmacêutica, tem o objetivo de “Fornecer informações e diretrizes relevantes sobre surtos de coronavírus – e em particular sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 – para farmacêuticos e colaboradores da farmácia, tanto no contexto dos cuidados primários (ou seja, farmácias comunitárias e instalações de cuidados de saúde primários) como em ambientes hospitalares, bem como para farmacêuticos que trabalham como analistas em laboratórios de análises bioquímicas, e oferecer um conjunto de referências que podem ser consultadas para informações adicionais.”. Acesse em: <https://www.fip.org/file/4427>.

3. Protocolo de Manejo Clínico para o Novo Coronavírus (2019-nCoV)

O protocolo, elaborado pelo Ministério da Saúde, tem por objetivo orientar a Rede de Serviços de Atenção à Saúde do SUS para atuação na identificação, notificação e manejo oportuno de casos suspeitos de Infecção Humana pelo Novo Coronavírus de modo a mitigar os riscos de transmissão sustentada no território nacional. Acesse em: <https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/fevereiro/11/protocolo-manejo-coronavirus.pdf>

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