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Estratégias de testagem para Covid-19 ao redor do mundo

Muitos países ao redor do mundo conseguiram conter o avanço da COVID-19 com muita eficácia e rapidez. Conheça as estratégias adotadas por esses países e saiba o que pode ser feito aqui no Brasil.
Testagem para COVID
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A pandemia da Covid-19, infelizmente, está longe do fim. O coronavírus segue contaminando pessoas e tirando vidas em diversos países. Nas últimas semanas, os olhos do mundo se voltaram para a Índia, onde a crise sanitária está fora de controle, mas a situação aqui no Brasil não está muito melhor.

Com mais de 15 milhões de casos confirmados e chegando às 450 mil vítimas, nosso país ainda apresenta uma taxa alarmante de crescimento do números de infectados – e também de letalidade do vírus. A falta de uma política nacional de contenção, aliada ao ritmo lento e inconstante da vacinação, fazem com que os índices brasileiros continuem altos, mesmo mais de um ano após o início da pandemia.

Aí fica a pergunta: o que estamos fazendo de errado? Por que outros países conseguiram conter o avanço da doença com muito mais eficácia e rapidez? Para entendermos melhor esse problema, precisamos enxergar o panorama de testagem para Covid-19 ao redor do mundo.

Diferentes estratégias de testagem para Covid-19 pelo mundo

Os testes para identificar a presença de Sars-CoV2 em seres humanos não demoraram para chegar. Segundo um relatório da Fio Cruz, o primeiro teste foi divulgado já em janeiro de 2020, pelo Reino Unido, uma época em que o vírus ainda estava longe de ser um problema global.

De lá para cá, novos tipos de testes têm sido desenvolvidos e disponibilizados pelas principais instituições de pesquisa do mundo. Porém, as estratégias de testagem para Covid-19 que cada país adota é diferente, o que ajuda a explicar a discrepância da situação da pandemia em territórios distintos.

Uma reportagem recente da BBC apontou que, segundo um boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil realiza em média 7.857 exames por 100 mil habitantes. Isso coloca o país em 88º em um ranking que monitora a efetividade das testagens em 111 países diferentes.

Transformando nosso índice em porcentagem, chegamos à taxa oficial de 78,57 exames por mil habitantes do Brasil. Isso nos coloca em uma posição semelhante à da Zâmbia (78,13) e abaixo de países vizinhos como Argentina (200), Uruguai (546) e Chile (705). Mesmo a Índia realiza mais testes que o Brasil: seu percentual é de 217 testes para cada mil habitantes.

Esses números estão muito abaixo dos primeiros colocados no ranking, como a Eslováquia (6.615,57 testes a cada 100 mil habitantes), Dinamarca (4.776,00) e Emirados Árabes Unidos (4.611,89). O Reino Unido, 9º colocado da lista, realiza 2.369,70 testes a cada 100 mil habitantes.

Desafios da testagem para Covid-19 no Brasil

O Brasil tem diversas questões sociais e políticas envolvidas, mas não se pode ignorar o fato de que somos um país de dimensões continentais, muito diferente do Chile e de centenas de outros países menores. É fato que faltam organização e suporte governamental, mas há diversos outros fatores geográficos e demográficos que devem ser considerados.

Alguns exemplos rápidos, só para facilitar o entendimento da dimensão do problema: o Brasil é o país mais populoso da América do Sul, tem mais de 210 milhões de habitantes. A França tem “apenas” 65 milhões de habitantes e o Reino Unido, 67 milhões. Nossa vizinha Argentina não chega a 46 milhões de habitantes.

Em se tratando de tamanho (em quilômetros quadrados), o Reino Unido inteiro (que é composto por 4 países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) caberia dentro de São Paulo. O estado do Ceará é maior do que a Grécia, e o Maranhão, maior do que a Itália. O Rio de Janeiro é maior do que a Dinamarca, e Portugal inteiro caberia, com folga, dentro de Pernambuco. Perceba como diversos estados brasileiros são maiores do que países inteiros!

Com esses exemplos, queremos deixar claro que, quanto maior o país (e a população), mais desafiadora torna-se a testagem em massa, simplesmente porque são necessários muitos milhões de testes – e uma logística adequada para distribuí-los – para cobrir uma parcela realmente significativa da população. Em um país gigantesco e populoso como o nosso, aplicar uma campanha eficiente de testagem em massa seria muito complicado.

Por conta de tudo isso, a testagem no Brasil foi bastante irregular e inconstante: criou-se o hábito de que os testes só são feitos em quem apresenta sintomas. Isso eleva o índice de resultados positivos, uma vez que o indivíduo já dá indícios de que tem a doença, e realiza o teste apenas para comprovar. Para piorar, casos assintomáticos – pessoas que têm o vírus, mas não desenvolvem sintomas – acabam não sendo testados, o que contribui para a proliferação do vírus, especialmente nos grandes centros urbanos.

Testagem em massa

Se analisarmos os primeiros colocados no ranking global de estratégias de testagem para Covid-19, vamos perceber que todos têm uma abordagem em comum: a testagem em massa. Para conter a pandemia, é preciso isolar as pessoas que contraíram a doença, para que elas não passem o vírus adiante. Como existem muitos casos assintomáticos, a maneira mais eficaz de descobrir quem está com o vírus é fazendo uma grande quantidade de testes.

A lógica é simples, mas eficaz: quanto mais testes são feitos, mais dados são obtidos para isolar grupos e conter a propagação do vírus. Países como Coréia do Sul e Japão tiveram excelentes resultados de contenção do vírus ao realizarem a testagem maciça em suas populações.

A eficácia da testagem maciça já foi comprovada cientificamente: no início de dezembro de 2020, um estudo publicado pelo The Lancet Public Health apontou que testes em massa aliados à quarentena (em casos positivos) e medidas de segurança são as estratégias mais econômicas e eficazes no combate à pandemia.

Testagem em pools

Como o Brasil, os Estados Unidos também são um país continental. Logo, a testagem em massa por lá também é um desafio. Por isso, eles estão adotando um método diferenciado, a testagem em pools. Neste sistema, amostras de um grupo de pessoas são misturadas e testadas no padrão RT-PCR como se fossem uma amostra só. Se o teste der negativo, nenhuma daquelas pessoas carrega o vírus. Se der positivo, todas serão testadas individualmente, para que se descubra quem está com a doença.

A testagem em pools pode ser útil para planejar um possível retorno à vida normal. No caso de um retorno às aulas presenciais, por exemplo, uma turma com 20 alunos poderia ser dividida em 4 grupos de 5 alunos cada. Realiza-se um teste coletivo com cada grupo, misturando as amostras de 5 indivíduos em uma única testagem.

Uma das vantagens da testagem em pools é a economia: usam-se menos testes para pequenos grupos de pessoas, ao invés de um teste individual para cada um. Logicamente, a haste de coleta não é compartilhada, mas os químicos e reagentes utilizados comportam amostras combinadas. No exemplo que usamos acima, da sala de aula, ao invés de usar 20 testes (um para cada aluno), só seriam necessários 4 (um para cada grupo de 5 alunos). Mais testes só seriam necessários caso um grupo acusasse a presença do vírus.

A testagem em pools não é uma novidade da pandemia: o sistema já é usado nos EUA há anos para otimizar testagens de doenças assintomáticas como HIV, gonorreia e clamídia entre grupos de doadores de sangue, por exemplo. Havia o receio de que a mistura de amostras pudesse diluir demais o material, comprometendo a eficácia da testagem, mas um estudo constatou que o método é eficaz, desde que feito em grupos de, no máximo, 8 pessoas.

Tipos de testes mais eficazes

Independente das estratégias de testagem para Covid-19 adotadas por cada país, os tipos de testes utilizados geralmente são os mesmos: entre os métodos mais confiáveis, existem os exames sorológicos, o exame RT-PCR, o exame RT-LAMP e o teste de antígeno.

Os testes sorológicos visam detectar as Imunoglobulinas M (IgM) e G (IgG), que são os anticorpos produzidos pelo organismo em diferentes momentos de uma infecção, para combater a presença das células nocivas. Este exame pode ser feito a partir de uma gota de sangue e indica se a pessoa já teve a doença, não se está infectada no momento da testagem: a presença de anticorpos indica que aquele organismo já precisou se defender do coronavírus.

O exame RT-PCR possui alta especificidade e sensibilidade, e tem a função de detectar o RNA do SARS-CoV-2 na amostra de mucosa extraída da nasofaringe. Este exame detecta o vírus antes mesmo de ele começar a se multiplicar, e é um dos mais confiáveis, pela baixa incidência de falsos negativos, mas é também um dos mais caros e demorados: sua realização demanda mão de obra altamente treinada e estrutura laboratorial adequada para entregar um resultado que pode levar até 3 dias para ficar pronto.

O RT-LAMP é um método análogo ao RT-PCR e, através de uma amplificação isotérmica mediada por loop, pode detectar o RNA do vírus. Por não precisar das alterações de temperatura normalmente exigidas para o teste PCR, este é um exame mais prático: fica pronto em cerca de 1 hora.

O exame RT-LAMP para COVID-19 oferece um resultado em até 1 hora.

Por fim, o teste de antígeno busca a proteína do nucleocapsídeo do vírus SARS-CoV-2, que é o antígeno, e pode ser detectada nos primeiros 7 dias de sintomas. Em caso reagente (positivo), sugere-se a presença de infecção. O resultado costuma sair em menos de 30 minutos.

Praticidade e confiança com os TLRs da Hilab

Se a testagem em massa é impraticável no Brasil, é fundamental que o acesso aos testes de Covid-19 seja o mais facilitado possível, mesmo em áreas de difícil acesso ou pequenos povoados que não contam com laboratórios especializados.

Nessas horas, o Teste Laboratorial Remoto (TLR) da Hilab chega como uma alternativa para democratizar o acesso à saúde. Em um mesmo dispositivo portátil podem ser realizados mais de 20 tipos de exames diferentes, incluindo 3 testes de Covid-19: o teste de antígenos, o de biologia molecular e o exame sorológico.

Unindo tecnologia com a expertise de uma equipe de especialistas, nossos TLRs se comunicam com um laboratório remoto, onde nossa inteligência artificial analisa as amostras, que em seguida passam por um profissional qualificado, que assina o laudo digitalmente. Tudo é feito dentro dos mais rigorosos padrões de qualidade e de acordo com as regulamentações da ANVISA e do Ministério da Saúde.

Os dados comprovam: países que realizam mais testes, conseguem combater o coronavírus com mais eficácia e elaborar estratégias de contenção e vacinação mais assertivas. Contrate a Hilab e nos ajude a levar testes de Covid-19 confiáveis e seguros para um número cada vez maior de brasileiros.

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