Como diferenciar COVID de gripe ou resfriado? Sinais, sintomas e exames

Covid gripe e resfriado

Cuidar da saúde não está fácil nos últimos tempos. Ainda estamos lidando com a pandemia do novo coronavírus, e de repente novas cepas de gripe começam a infectar as pessoas, havendo até casos de pessoas contaminadas por ambas as doenças. Para piorar, os sintomas similares deixam todo mundo confuso. Afinal, como diferenciar COVID de gripe ou de resfriado?

Neste artigo, vamos apresentar as diferenças entre as doenças, os sintomas de cada uma e o que você deve fazer caso suspeite que está com um dos vírus.

Diferenças entre gripe, COVID-19 e resfriado

Para começar, a COVID-19, a gripe e o resfriado são causadas por vírus diferentes. O vírus que causa a COVID é o SARS-CoV-2, enquanto a gripe é causada pelo vírus da influenza – que, na verdade, possui uma extensa família, com centenas de mutações. Com relação ao resfriado, existe uma variedade de agentes infecciosos diferentes em sua causa, como Rinovírus, Adenovírus e Parainfluenza, que apresentam baixo risco para a saúde.

A principal forma de contágio, porém, é a mesma para as três enfermidades. Ambas são transmitidas por meio de gotículas de saliva (que são expelidas quando uma pessoa infectada fala ou tosse). 

Os casos de gripe que andam preocupando os profissionais da saúde atualmente são causados por duas cepas diferentes. Uma delas é a H1N1, também conhecida como gripe suína, que causou uma pandemia em 2009. Mais recentemente, surgiu a cepa H3N2, outro subtipo do vírus da influenza A, bastante perigoso.

Período de incubução

Os vírus da gripe, em geral, têm incubação curta, ou seja, os sintomas surgem rápido (muitas vezes de um dia para o outro) e a piora no quadro do paciente é aguda.

A COVID, por sua vez, tem uma incubação mais lenta: o organismo pode levar cerca de 5 dias até manifestar sintomas.

O problema é que, sem apresentar sintomas, um indivíduo com coronavírus pode acabar infectando outras pessoas, pois já estava com a doença – e mantém-se capaz de propagar o vírus por mais tempo. 

Sintomas da gripe e da COVID-19

Os sintomas semelhantes são um fator que dificulta a diferenciação das doenças sem realizar nenhum tipo de exame. Embora os sinais apareçam em intervalos diferentes, eles são muito parecidos, o que complica o diagnóstico. Além disso, ambas podem causar doenças respiratórias, ou mesmo a temida síndrome respiratória aguda grave (SRAG). No entanto, no caso do resfriado, segundo o CDC (Centers for Disease Control and Prevention), os sintomas  geralmente são mais leves do que os sintomas da gripe ou da COVID-19. Pessoas com resfriados são mais propensas a ter um nariz escorrendo ou entupido. Normalmente, resfriados não resultam em sérios problemas de saúde.

Segundo o CDC, os principais sintomas da gripe incluem:

  • Febre alta
  • Calafrios
  • Dores musculares
  • Tosse com secreção
  • Dor de garganta
  • Mal-estar
  • Perda de apetite
  • Coriza
  • Congestão nasal (nariz entupido)
  • Irritação nos olhos

Os sintomas da COVID, em geral, são bem parecidos. Porém, a doença pode apresentar algumas particularidades, que ajudam na diferenciação. Confira abaixo os sintomas que o vírus SARS-CoV-2 costuma causar, de acordo com o CDC:

  • Febre
  • Tosse seca
  • Dor de cabeça
  • Dores pelo corpo (principalmente na região lombar)
  • Fadiga muscular
  • Mal-estar
  • Dor de garganta
  • Diarreia e problemas estomacais
  • Coriza
  • Congestão nasal (nariz entupido)
  • Perda de olfato
  • Alterações no paladar

Como já é sabido, a perda de olfato é um sintoma bastante recorrente em pacientes com COVID-19, algo que não acontece em casos de influenza. Além disso, o novo coronavírus causa febre e tosse seca, enquanto a gripe geralmente causa tosse carregada, com expectoração das secreções que se acumulam na traqueia, brônquios e pulmão.

A diarreia também é um sintoma mais recorrente em pacientes com COVID – em especial nos infectados pela variante ômicron. Ainda que existam mais similaridades que diferenças, estes são alguns dos poucos indícios que podem ajudar a diferenciar covid de gripe.

O que fazer em caso de suspeita de gripe ou COVID-19?

Começou a sentir alguns dos sintomas que listamos acima? Na dúvida, o melhor a fazer é isolar-se voluntariamente, para não contaminar seus familiares, amigos e colegas de trabalho.

Recentemente, o Ministério da Saúde reduziu o período de isolamento para 7 dias – muito por conta da variante ômicron apresentar uma evolução mais acelerada. Então, permaneça isolado por no mínimo 7 dias.

Se mora com mais gente, procure ficar em apenas um cômodo da casa, mantenha distância de pelo menos um metro dos demais e use máscara sempre que houver alguém perto. Caso seja viável, lave sua própria louça e jamais compartilhe toalhas, talheres ou outros objetos de uso pessoal. 

Entre em contato com todas as pessoas com quem você interagiu nos últimos dias e avise-as de que você pode estar doente. Isso ajuda a evitar que o vírus se espalhe ainda mais entre outras famílias.

Pode não ser nada grave, mas como é difícil diferenciar COVID de gripe sem a realização de exames, prevenir a disseminação do vírus é o melhor que se pode fazer em caso de suspeita.

Diagnóstico da gripe

A melhor maneira de não ficar em dúvida em relação aos sintomas é realizando um teste para identificar a presença de antígenos da Influenza (proteínas do vírus), que são detectáveis nos primeiros 7 dias após o início dos sintomas.

O exame imunocromatográfico que identifica os antígenos da influenza é indicado para pessoas com sintomas gripais – especialmente idosos, gestantes e crianças menores de 5 anos, grupos que possuem um maior risco de desenvolver complicações respiratórias.

Felizmente, o teste de influenza pode ser realizado de maneira rápida e indolor por meio de um equipamento de testes laboratoriais remotos (TLR). O exame é feito mediante análise da secreção nasal do paciente e o resultado sai em cerca de 20 minutos. 

Diagnóstico da COVID-19

O diagnóstico do novo coronavírus pode ser realizado por meio de diferentes tipos de exames, cada um com uma metodologia específica. Cada teste deve ser feito em um intervalo específico para que sua eficiência seja maior.

O teste de antígeno é muito útil para rastrear a cadeia de transmissão do vírus, uma vez que pode ser realizado no período de transmissibilidade da doença (do 5º ao 12º dia após a exposição ou do 1º ao 7º dia após o início dos sintomas). Os dispositivos Hilab analisam a secreção da nasofaringe, e entregam resultados duplamente verificados em 25 minutos.

O famoso RT-PCR é o padrão ouro dos testes para COVID, mas o aumento nas buscas tem aumentado também o tempo de espera pelos resultados. Por um TLR, é possível realizar o teste de biologia molecular PCR-LAMP, capaz de identificar o vírus mesmo antes do paciente desenvolver sintomas. Utiliza secreção da nasofaringe e o resultado sai em 1 hora.

Por fim, o teste de sorologia utiliza uma amostra de sangue para detectar os anticorpos IgM e IgG produzidos pelo sistema imunológico após o contato com o vírus SARS-CoV-2. O diagnóstico fica pronto em 25 minutos, o que auxilia as autoridades de saúde a realizarem o mapeamento epidemiológico. Deve ser realizado a partir do 7º dia do início dos sintomas e por detectar anticorpos pode ser realizado para identificar se a pessoa já teve contato com o vírus. 

Por que é importante fazer os testes?

Primeiro, para que o paciente coloque-se em isolamento (em caso de resultado positivo) o quanto antes, salvaguardando a saúde de seus familiares e amigos.

Segundo, para que o indivíduo saiba com qual doença ele está lidando e possa buscar o atendimento ou tratamento mais adequado. O exame acaba com a dúvida, pois permite diferenciar COVID de gripe por rastrear e identificar rastros específicos de cada vírus. 

Em casos de gripe, isso ajuda a iniciar um tratamento adequado o quanto antes. Lembre-se que ainda não existe tratamento para a COVID-19, mas há vacina contra ambas as doenças.

Por fim, os testes cumprem o importante papel de identificar pessoas infectadas, o que é fundamental para o controle da pandemia. Quando a infecção é descoberta rapidamente, há maiores chances de que a quarentena interrompa uma possível cadeia de transmissão.

A testagem em massa é a melhor maneira de rastrear o vírus, identificar novos focos da doença e viabilizar medidas de contenção para controlar a propagação das doenças.

Meus testes foram negativos, mas ainda estou com sintomas. O que fazer?

Cada exame possui índices de especificidade e sensibilidade próprios, que podem ser comprometidos se, por exemplo, o paciente não realizar o teste dentro da janela de tempo indicada.

Isso quer dizer que existe a chance de um exame apresentar um falso-negativo, ou seja: a pessoa está contaminada, mas o teste não foi capaz de identificar as substâncias que permitiriam o diagnóstico.

Se o seu teste deu negativo mas você ainda apresenta sintomas, o melhor a fazer é continuar em isolamento e se cuidar, tomando cuidado para não contaminar mais ninguém. 

A vacinação diminuiu consideravelmente os óbitos por COVID no Brasil, mas pessoas vacinadas ainda podem pegar (e transmitir) o vírus. Logo, o melhor que podemos fazer é continuarmos nos cuidando e seguindo os protocolos de segurança.

Referências

CDC. Similaridades e diferenças entre influenza e COVID. Disponível em <https://www.cdc.gov/flu/symptoms/flu-vs-covid19.htm>. Acessado em 17 de janeiro de 2022.

CDC. Sintomas de COVID. Disponível em <https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/symptoms-testing/symptoms.html>. Acessado em 18 de janeiro de 2022.

CDC. Sintomas de gripe. Disponível em <https://www.cdc.gov/flu/symptoms/symptoms.htm>. Acessado em 18 de janeiro de 2022.

Drauzio Varella. Diferenças entre influenza, gripe e covid-19. Disponível em <https://drauziovarella.uol.com.br/videos/coronavirus-videos/diferenca-entre-influenza-gripe-e-covid-19/>. Acessado em 19 de janeiro de 2022.

Hospital Anchieta. Influenza x Coronavírus. Disponível em <https://www.hospitalanchieta.com.br/coronavirus-virus-respiratorios/> . Acessado em 19 de janeiro de 2022.

Ministério da Saúde. Redução do isolamento por conta da pandemia. Disponível em <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/janeiro/ministerio-da-saude-reduz-para-7-dias-o-isolamento-de-casos-por-covid-19>. Acessado em 19 de janeiro de 2022.

NewsLab. Covid 19 e a importância de entender os diferentes métodos de testagem. Disponível em <https://newslab.com.br/covid-19-e-a-importancia-de-entender-os-diferentes-metodos-de-testagem/>. Acessado em 19 de janeiro de 2022. 

Secretaria da Saúde de Curitiba. 9 orientações da Saúde em caso de suspeitas de covid-19 ou gripe. Disponível em <https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/9-orientacoes-da-saude-em-caso-de-suspeitas-de-covid-19-ou-gripe/62254>. Acessado em 17 de janeiro de 2022.

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