Tratamento para COVID-19: o que a ciência diz a respeito

Decretada como pandemia em março de 2020 pela Organização Mundial de Saúde, a COVID-19 é a doença respiratória causada pelo vírus Sars-CoV-2. Seus sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, tosse seca, fadiga e, em casos mais graves, insuficiência respiratória. Uma vez que o desenvolvimento de medicamentos específicos ainda está em andamento, atualmente o tratamento para COVID-19 é de suporte aos sintomas.

Acompanhe o texto a seguir e descubra quais as medidas e cuidados envolvem o tratamento da infecção.

Quais medicamentos são usados para o tratamento de COVID-19?

Atualmente, nenhum medicamento é recomendado para o tratamento para COVID-19. As decisões médicas são realizadas de acordo com o quadro individual de cada paciente.

Por enquanto, o tratamento é direcionado para o alívio dos sinais e sintomas, com medidas que incluem:

  • Uso de analgésicos e/ou antitérmicos, para combater os sintomas de dor e febre.
  • Xarope e/ou medicamento para tosse e dificuldades respiratórias.
  • Repouso absoluto.
  • Ingestão de água, para manter o organismo hidratado.

Durante os cuidados para tratar os sintomas da COVID-19, pacientes com doenças crônicas ou que façam uso de medicamentos de uso contínuo não devem suspender a medicação.

Nos casos que apresentam sintomas leves, os médicos recomendam a recuperação em casa, instruindo o paciente a monitorar os sintomas e evitar espalhar a doença para outras pessoas.

O paciente com COVID-19 precisa se isolar ao máximo da família, usando uma máscara quando estiver perto de outras pessoas e tomando cuidado ao espirrar ou tossir. Também é recomendado que o doente, se possível, utilize um quarto e banheiro separados.

Os médicos recomendam que a pessoa infectada pelo vírus fique em isolamento doméstico total pelo período de 14 dias e só saia de casa para ir ao hospital receber acompanhamento médico.

O que acontece com casos mais graves?

Os critérios para avaliar a situação da COVID-19 são medidos por meio da saturação de oxigênio, frequência respiratória e da ausculta pulmonar. Após isso, o médico percebe se é necessária ou não internação do paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A infecção do novo coronavírus pode provocar insuficiência respiratória, o que faz com que o paciente dependa de aparelhos para respirar, e nesses casos, é necessário que ele fique acamado e tenha seus sinais vitais monitorados, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

O cuidado para tratar a falta de ar envolve diferentes suplementos de oxigênio, que ajudam os pulmões à cumprir sua função. Dependendo do estágio, a suplementação pode ocorrer por cateter nasal ou por meio de ventilação mecânica, onde o paciente é conectado por um tubo à uma máquina que realiza a respiração artificial.

A pneumonia é outra complicação que pode acompanhar a COVID-19. A doença é causada por bactérias que aproveitam a vulnerabilidade do sistema respiratório causada pelo vírus. Nesses casos, além do oxigênio suplementar, o tratamento é complementado com antibióticos específicos, que agem contra a infecção bacteriana.

Há algum medicamento que não é indicado em caso de suspeita de COVID-19?

A Organização Mundial da Saúde não recomenda a utilização de ibuprofeno, aspirina, diclofenaco e outros anti-inflamatórios não esteróides, pois estudos sugerem que possam estar associados a um risco aumentado de efeitos adversos quando usados em pacientes com infecções respiratórias virais agudas.

Contudo, equipes da Universidade King’s College de Londres e dos hospitais Guy’s e St Thomas vêm buscando uma formulação exclusiva para o uso de ibuprofeno no tratamento para COVID-19, na esperança de encontrar uma solução eficiente e de baixo-custo.

Na dúvida, é recomendado pelo Ministério da Saúde o uso de dipirona ou paracetamol para sintomas de dor ou febre, até que mais dados científicos sobre o ibuprofeno ou outros antiinflamatórios estejam disponíveis.

Beber grandes quantidades de água pode evitar a contaminação por COVID-19?

Circula o boato de que ao ingerir água, o novo coronavírus é levado pelo líquido para o estômago, onde não consegue sobreviver ao suco gástrico. Os especialistas explicam que o suco gástrico é uma barreira contra microorganismos, mas a contaminação da COVID-19 ocorre pelas vias aéreas, assim, não há essa proteção do estômago contra a doença.

Contanto, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais reconhece a importância da ingestão de água para manter o organismo hidratado ao enfrentar qualquer doença.

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Referências Bibliográficas

Conselho Federal de Medicina. CFM condiciona uso de cloroquina e hidroxicloroquina a critério médico e consentimento do paciente. Disponível em: <https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28672:2020-04-23-13-08-36&catid=3> Acesso em: 08/06/2020.

Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Por que a ingestão de água é essencial no tratamento de doenças? Disponível em: <https://www.medicina.ufmg.br/por-que-a-ingestao-de-agua-e-essencial-no-tratamento-de-doencas/> Acesso em: 08/06/2020.

Ministério da Saúde. Diretrizes para diagnóstico e tratamento da COVID-19. Disponível em: <http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/13/Diretrizes-COVID-13-4.pdf> Acesso em: 03/06/2020.

Organização Mundial de Saúde. Uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) em pacientes com COVID-19. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/commentaries/detail/the-use-of-non-steroidal-anti-inflammatory-drugs-(nsaids)-in-patients-with-covid-19> Acesso em: 04/06/2020.

Sociedade Brasileira de Infectologia. Informe da Sociedade Brasileira de Infectologia sobre o novo coronavírus nº 12: Recomendações sobre tratamento farmacológico para COVID-19. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/125/2020/04/fdd6cc0cc5dbc295ee596649b21793e2ee30c2ecb3c0a8798f6934b93e2a9568.pdf> Acesso em: 04/06/2020.

Universidade Federal de Santa Maria. Beber água de 15 em 15 minutos pode evitar a contaminação por COVID-19? Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/beber-agua-covid-19> Acesso em: 08/06/2020.

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