Variantes Covid-19 BQ.1 e BQ.1.1: principais sintomas e como se proteger

Louise Matiê Imamura | 06 jan 2023

ilustração científica da estrutura do SARS-CoV-2.

Desde o início da pandemia da COVID-19, em 2019, novas variantes do vírus surgiram, como a delta, lambda, e mais recentemente, a ômicron. Outro fenômeno comum, é o surgimento de subvariantes, como as recentes BQ.1 e BQ.1.1, que surgiram a partir da ômicron.

Tais variantes surgem quando ocorrem mudanças significativas na composição do material genético do vírus, isto é, os vírus tornam-se tão diferentes a ponto de receberem uma nova classificação. 

Neste artigo vamos explicar melhor sobre a variante BQ.1. O que torna ela diferente? Quais são os sintomas? O que muda na prevenção? Siga a leitura para tirar essa dúvidas.  

O que é a BQ.1 e qual é a diferença para as variantes anteriores?

A BQ.1 é uma subvariante da ômicron e possui mutações na proteína spike (K444T e N460K), á localizada na superfície do coronavírus (SARS-CoV-2). Esta proteína está associada com a capacidade do vírus de infectar as células humanas e com o reconhecimento do vírus pelo sistema imunológico humano. 

Já a subvariante BQ.1.1 possui uma mutação adicional, também na proteína spike (R346T). Por decorrer dessas mutações, essas variantes possuem uma vantagem de escape imunológico quando comparado com variantes anteriores. Ou seja, essas mutações influenciam o reconhecimento e a neutralização do vírus pelo sistema imunológico.   

Quais os sintomas causados pela BQ.1 e BQ.1.1?

Segundo profissionais da saúde, os sintomas causados pela BQ.1 e BQ.1.1 são similares à outras variantes. Dentre os sintomas estão: 

  • dor de garganta
  • nariz escorrendo (coriza)
  • dor muscular
  • tosse 
  • dor de cabeça

Para pessoas não vacinadas os sintomas podem ser mais prolongados, de acordo com especialistas em doenças infecciosas. Além disso, febre é um sintoma comum em pessoas não vacinadas para COVID-19. 

Em casos de sintomas, é recomendado realizar o exame de COVID-19 para confirmação do diagnóstico. Também aconselha-se o isolamento para evitar a transmissão da doença. 

Como se proteger da variante BQ.1? Precisa voltar a usar máscara? 

As recomendações de lavar as mãos com água e sabão frequentemente, ou utilizar álcool 70%, ainda são válidas como medidas de prevenção à doença.  O uso de máscaras também é recomendado em locais fechados (como por exemplo, transporte público) e estabelecimentos como farmácias, hospitais e clínicas. 

Para pessoas com doenças crônicas, imunossuprimidas ou idosas, a recomendação é de uso contínuo da máscara. Além disso, a vacinação para COVID-19 segue sendo fundamental para o controle da infecção. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) aplica gratuitamente todas doses, além de quatro reforços. O cronograma varia de acordo com a faixa etária, cormobidades e esquema vacinal das fabricantes (Pfizer, Astrazeneca, CoronaVac ou Janssen).

As vacinas já aplicadas protegem contra essa nova variante?

As vacinas já aplicadas são eficazes para as novas variante, pois reduzem as chances da evolução da doença para quadro mais graves, com possível internação e óbito.

É preciso tomar dose de reforço da vacina?

As doses de reforço das vacinas são essenciais para aumentar a proteção contra a nova variante. Entretanto, o risco de se infectar novamente com a BQ.1 e BQ.1.1 é maior quando comparado com as demais variantes.

Em resumo, os sintomas da BQ.1 e BQ.1.1 são similares aos causados pelas outras variantes. A principal forma de prevenção continua sendo o uso de máscaras em ambientes fechados, higinenização correta das mãos e principalmente, a vacinação.  Caso apresente sintomas, realize o exame para COVID-19. E se estiver com infecção, procure um médico e siga as orientações de isolamento do seu estado. 

Referências bibliográficas

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Louise Matiê Imamura

Louise Matiê Imamura

Bióloga especialista em Biotecnologia e mestranda em Biologia Celular e Molecular. Faz pesquisas em biologia molecular na Hilab e acredita que a melhor forma de prevenção são as informações com embasamento científico.

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