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Conheça as principais tendências em medicina laboratorial

A evolução da medicina está diretamente ligada à tecnologia. Descubra quais as tendências que estão modernizando a medicina laboratorial.
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A medicina não é uma área voltada somente para a cura de doenças. Com sua evolução contínua, o foco em como tratar pacientes também mudou, tornando-se mais pessoal e especializada para atender a diferentes enfermidades e perfis de pacientes. Conforme a tecnologia avança, certas áreas da medicina, como a medicina laboratorial, atualizam-se e tornam-se ainda mais importantes no cuidado à saúde.

Cuidar da saúde não é mais algo que só se faz quando se está doente. Qualidade de vida é algo contínuo e duradouro, que demanda bons hábitos e um acompanhamento apropriado. Hoje, é mais comum acompanharmos a manutenção preventiva do paciente saudável, a fim de evitar que ele sequer comece a desenvolver qualquer enfermidade.

Nos últimos anos, o ramo da medicina laboratorial está se tornando cada vez maior, tanto em abrangência como mercadologicamente. Neste artigo, vamos explorar as novas tendências dessa área, que possibilitam maneiras mais modernas e atuais de cuidar da saúde dos pacientes e promover o bem-estar.

Mercado da medicina laboratorial 

Tratar pacientes, tendo como o foco a prevenção de doenças e o gerenciamento da saúde, é uma atitude que visa não somente o bem-estar individual, mas também procura garantir um melhor nível de serviço – com redução de custos – na hora de oferecer tratamentos e exames. A medicina laboratorial é uma parte essencial deste mercado, uma vez que é voltada para a realização de exames laboratoriais variados que auxiliam em diagnósticos e dão mais segurança aos profissionais da saúde.

Há milhões de pessoas que precisam de exames constantes para manter certas doenças sob controle. As doenças crônicas, por exemplo, são a causa de 7 em cada 10 óbitos ao redor do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), e demandam tratamento e monitoramento constante, o que gera custos enormes tanto para sistemas de saúde públicos, como suplementares (planos de saúde privados), sem mencionar os gastos do próprio paciente.

A medicina preventiva, dessa forma, surge como uma maneira de diminuir esses gastos, pois visa impedir que a pessoa desenvolva a doença, evitando não só o problema de saúde, como também a necessidade de realizar tratamentos complexos, que exigem internações e outros recursos. Graças à tecnologia, novas ferramentas surgiram para auxiliar na prevenção ou controle de certas doenças, gerando novas tendências de mercado inclusive no campo da medicina laboratorial.

No Brasil, a área da patologia clínica, responsável pela medicina laboratorial no país, é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Estes órgãos trabalham para garantir o melhor serviço possível em relação a testes de diversos tipos e fiscalizam a gestão da qualidade de laboratórios clínicos de todo o país, além de acompanharem as tendências que surgem no exterior e podem ser aplicadas ao nosso país.

Principais tendências 

Essas tendências não se limitam à novas tecnologias ou formas de tratamento, mas a todo um processo de mudança de abordagem que almeja promover a prática da medicina de forma mais eficaz e barata para manter a população sadia.

Nesta busca por inovação, surgem muitas novidades provenientes de outras indústrias, que acabam sendo adaptadas para a medicina. Análise de dados, robótica e nanotecnologia são apenas alguns exemplos de tecnologias semelhantes que não foram criadas para a medicina, mas são amplamente utilizadas na área da saúde, oferecendo mais qualidade de vida para pacientes e contribuindo para um melhor desempenho das atividades dos médicos.

Na sequência, vamos falar um pouco mais sobre algumas das principais tendências para a medicina laboratorial.

Ferramentas de gestão 

As ferramentas de gestão são sistemas administrativos que visam propiciar um melhor gerenciamento de recursos e processos, de forma a eliminar erros e padronizar sistemas mais eficazes de administração.

Adotar ferramentas de gestão pode melhorar consideravelmente as condições de trabalho em clínicas, consultórios, hospitais e outros estabelecimentos de saúde. Estas soluções melhoram processos, não apenas no âmbito da medicina laboratorial, mas em qualquer sistema de saúde. Ao otimizar processos internos, erros são mitigados, falhas são corrigidas e a qualidade do serviço como um todo se beneficia.

A tecnologia permite que este tipo de recurso esteja disponível nos mais variados cenários: há ferramentas para controle de caixa, agendamento de consultas, distribuição de medicamentos, controle de estoques, e muito mais. Automatizar essas atividades libera a mão de obra, permitindo que a expertise humana fique focada em assuntos que realmente merecem sua atenção. Isso é bom para médicos e pacientes, e contribui com a própria gestão de qualidade dos sistemas de saúde.

Medicina de precisão 

A medicina de precisão é focada no tratamento individualizado de cada paciente. Enquanto a medicina tradicional atua em fórmulas e tratamentos padronizados para determinadas doenças, a medicina de precisão foca-se no indivíduo, na pessoa que está doente e carece de cuidados específicos.

Com esta abordagem, o profissional de saúde pode tratar cada paciente da melhor forma possível, levando em conta suas características genéticas e corporais únicas. Isso permite, por exemplo, que o médico receite medicamentos menos agressivos e com efeitos colaterais mais amenos, uma vez que ele tem profundo conhecimento sobre a saúde do paciente que recebe o atendimento.

Apesar de oferecer melhor qualidade, a medicina de precisão tende a ser mais cara justamente por envolver técnicas individuais e únicas para cada paciente. A medicina de precisão tem crescido consideravelmente em todo o mundo, recebendo investimentos milionários em diversos países. No Brasil, essa tendência ainda não é totalmente viável para ser colocada em prática em um escopo tão grande quanto o do Sistema Único de Saúde (SUS).

Genômica e proteômica 

O estudo mais a fundo do corpo humano também está em alta atualmente, principalmente graças à evolução das tecnologias que permitiram o mapeamento do genoma humano. A genômica e a proteômica são outras tendências bastante relevantes da medicina moderna.

A genômica é o estudo do DNA de uma pessoa, identificando suas características genéticas específicas que indicam mais ou menos afinidade a medicamentos e possíveis pré-disposições para a contração de certas doenças –  como por exemplo, as doenças hereditárias. Esse estudo é feito ao analisar os genes através de bioinformática, análise de expressão gênica (que identifica genes ativos e inativos em um determinado período) e também da proteômica.

Enquanto a genômica estuda os genes, a proteômica atua sobre as proteínas expressas: seu campo de interesse são os proteomas, conjuntos de proteínas que podem ser encontrados em diversos tipos de amostras biológicas. Através da análise dessas cadeias proteicas, podem ser identificadas características em diferentes estados do paciente (sadio e doente, por exemplo). Assim, é possível identificar as proteínas defeituosas que causam diversas doenças, como câncer e mal de Alzheimer.

Essas duas frentes de estudo possibilitam um conhecimento mais profundo do corpo humano, bem como as enfermidades que podem afetar as pessoas em diferentes cenários, levando em consideração diversos fatores, principalmente as questões genéticas individuais de cada um.

E, a genômica e a proteômica são grandes aliadas da medicina de precisão, pois oferecem um conhecimento aprofundado da fisiologia de um paciente, viabilizando um tratamento individualizado. Ao conhecer os genes e características biológicas de cada paciente, fica mais fácil para o médico elaborar tratamentos sob medida.

Point of Care Testing 

O Point of Care Testing é sem dúvida a tendência de maior crescimento atualmente, graças ao rápido desenvolvimento de novas tecnologias. No Brasil, o Point of Care Testing (POCT) é conhecido como Teste Laboratorial Remoto (TLR), dispositivos tecnológicos capazes de realizar exames de forma totalmente remota, sem a necessidade de ir a hospitais ou laboratórios clínicos.

Um dispositivo POCT é inteligente e automatizado: por meio de uma pequena amostra genética (que pode ser de sangue, saliva, urina, etc.), o equipamento realiza um diagnóstico em pouquíssimo tempo. O Point of Care Testing ajuda a promover a saúde de diversas maneiras, permitindo exames rápidos em locais de muito fluxo de pessoas, como aeroportos, ou mesmo em locais remotos e áreas rurais, facilitando a vida dos habitantes daquela região.

POCT e a Inteligência Artificial

Um POCT agrega diversas tendências modernas da medicina laboratorial a fim de facilitar o acesso à saúde. Um Teste Laboratorial Remoto analisa diferentes amostras biológicas. Os serviços de exames remotos mais modernos vão além da simples análise e entrega do resultado: existe um serviço que faz uso da Inteligência Artificial. Neste caso,  o equipamento é treinado para identificar padrões e características específicas nas amostras – que podem indicar problemas de saúde -, fazer contagem de anticorpos, medir o nível de glicemia, entre diversas outras funções.

Desse assunto a gente entende: somos pioneiros na utilização de Testes Laboratoriais Remotos no Brasil, e desenvolvemos não só nossos dispositivos de POCT, como também nossa própria inteligência artificial, a C4IO. Com a ajuda dela, nossos equipamentos podem realizar mais de 20 exames diferentes (incluindo três formas de diagnosticar a COVID-19) de forma rápida e precisa. 

Nossos laudos são mais confiáveis graças a um exclusivo processo de dupla verificação: cada amostra é analisada pela inteligência artificial e também por um especialista baseado em nosso laboratório remoto – aí entra outra tendência tecnológica proeminente: a internet das coisas (IoT).

Os TLRs são importantes para agilizar a realização de exames, principalmente no contexto da pandemia. Por estarem presentes em diversos lugares (como farmácias e até aeroportos), sua utilização ajuda a desafogar o sistema de saúde e contribui com o trabalho de rastreamento do vírus dentro das comunidades.

Quanto mais a tecnologia evolui, mais a medicina laboratorial se beneficia. O POCT é apenas uma das diversas utilizações da inteligência artificial na medicina. Ela também pode ser utilizada para simulações computadorizadas e auxilia no monitoramento de pacientes. 

No fim das contas, todas as tendências que listamos aqui servem a um mesmo propósito: otimizar o trabalho dos profissionais da saúde, para que o atendimento prestado seja cada vez melhor.

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