Tireoidite de Hashimoto: causa mais comum de hipotireoidismo

Você sabia que hoje, dia 25 de maio, é comemorado o Dia Internacional da Tireoide? Dentre todas as doenças que podem acometer essa glândula, a mais comum é o hipotireoidismo, cuja causa mais comum é a Tireoidite de Hashimoto.

Acompanhe o artigo a seguir e tire suas dúvidas sobre esta doença.

O que é a tireoide?

A tireoide é uma glândula localizada na face anterior do pescoço envolvendo parte da traqueia. Ela é responsável pela produção e liberação dos hormônios T3 e T4, que auxiliam o metabolismo do organismo. Se há baixa disponibilidade destes hormônios, o corpo tentará aumentar a atividade da tireoide liberando o hormônio que a estimula, o TSH. Esta situação, T3 e T4 diminuídos e TSH elevado, é chamada de hipotireoidismo.

Quais são as causas do hipotireoidismo?

O hipotireoidismo pode ocorrer por diversos motivos como: a falta de iodo, componente das moléculas de T3 e T4; a baixa produção de TSH pela hipófise; a baixa produção de TRH pelo hipotálamo; e, a mais comum no Brasil, a Tireoidite de Hashimoto, caracterizada pela destruição da tireóide por anticorpos do organismo do paciente.

O que é a Tireoidite de Hashimoto?

A tireoidite de Hashimoto, também conhecida como tireoidite linfocítica crônica, é a principal causa de bócio e hipotireoidismo adquirido no Brasil e em outras áreas com suficiência de iodo.

A incidência desta doença é 10 a 15 vezes maior em mulheres do que em homens e pode afetar, até mesmo, crianças a partir dos 6 anos de idade. A carga genética, o excesso de iodo, os fatores ambientais, e, até mesmo, a estação do ano na qual o paciente nasceu podem influenciar no desenvolvimento da condição.

Quais são os sintomas da Tireoidite de Hashimoto?

São os mesmos do hipotireoidismo e a suspeita surge quando o paciente apresenta sinais como pele seca e fria, rosto inchado, inchaço ao redor dos olhos, bradicardia (lentificação dos batimentos cardíacos), pressão arterial elevada, macroglossia (aumento da língua), lentificação da fala e ataxia (falta de coordenação de movimentos musculares voluntários e de equilíbrio).

A confirmação pode ser feita através de exames laboratoriais como o TSH, que estará elevado. O exame de TSH pode ser realizado através do Hilab. Além dele, também será avaliado o T4 livre, que, apesar do TSH alto, será baixo; e, para a confirmar a existência da tireoidite de Hashimoto, são solicitados os autoanticorpos tireoidianos, como o anti-TPO e o anti-Tg.

Como é o tratamento?

O tratamento da Tireoidite de Hashimoto é o mesmo que para outras causas de hipotireoidismo, reposição hormonal. O fármaco de escolha é a levotiroxina, administrada via oral, normalmente para o resto da vida do paciente.

A intervenção cirúrgica está indicada em alguns casos específicos. A presença de bócio volumoso, com sintomas obstrutivos, como dificuldade para respirar ou engolir e a existência de nódulo maligno ou linfoma de tireoide sugerem a necessidade de cirurgia.

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Referências bibliográficas

Amaral-Mello, M. R. P., et al. Teor de iodo no sal para consumo humano: monitoramento no Estado de São Paulo no período de 1999 a 2014. Boletim Epidemiológico Paulista. Disponível em: <http://www.saude.sp.gov.br/resources/ccd/homepage/bepa/edicao-2015/edicao_138_-_junho_2.pdf>. Acesso em: 09 de maio de 2019.

Medscape. Hashimoto Thyroiditis. Disponível em: <https://emedicine.medscape.com/article/120937-overview#a1>. Acesso em: 09 de maio de 2019.

Sociedade Brasileira de Autoimunidade. Tireoidite de Hashimoto. Disponível em: <https://www.sobrau.com/tireoidite-de-hashimoto/>. Acesso em: 09 de maio de 2019.

Wiley Online Library. Month of birth is associated with the subsequent diagnosis of autoimmune hypothyroidism. A nationwide Danish register‐based study. Disponível em: <https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/cen.13425>. Acesso em: 09 de maio de 2019.

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