Longevidade: 7 dicas para viver mais e melhor

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Em todo o mundo, a população está envelhecendo. O aumento da longevidade humana é considerado, a nível mundial, um dos fenômenos mais importantes da atualidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que o número de idosos, com 60 anos ou mais, duplique até 2050 e mais do que triplique até 2100, passando de 962 milhões em 2017 para 2,1 mil milhões em 2050 e 3,1 mil milhões em 2100. 

Embora a longevidade dependa de características individuais e não exista uma fórmula para todos seguirem, a ciência já mostrou que adotar ou abandonar determinados hábitos é essencial para viver mais e melhor. Confira as principais dicas e saiba como aplicá-las no seu dia a dia. 

1. Mantenha uma alimentação saudável 

Adotar uma dieta saudável, rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes e verduras e pobre em alimentos ultraprocessados (bebidas açucaradas, salgadinhos e pratos congelados como nuggets) é importante para evitar doenças como o câncer, diabetes e doenças cardiovasculares. 

Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Sorbonne, em Paris, na medida em que a proporção de alimentos ultraprocessados na dieta aumentasse 10%, a quantidade de câncer detectada aumentaria 12%. Portanto, fique longe deste tipo de alimento.  Além disso, esses alimentos aumentam o risco cardiovascular e têm aditivos químicos com efeitos desconhecidos no nosso organismo, como conservantes, estabilizantes, corantes e aromatizantes.

Se você tem dificuldade em adotar uma alimentação saudável e não sabe por onde começar, uma dica interessante é consultar o Guia Alimentar para a População Brasileira.  O documento apresenta as diretrizes alimentares oficiais para a nossa população. O guia, do Ministério da Saúde, apresenta um conjunto de informações e recomendações, que promovem a saúde de pessoas, famílias e comunidades e da sociedade brasileira como um todo. 

2. Pratique atividades físicas

Quanto mais você se movimenta, maior a proteção contra o câncer e outras doenças comuns na velhice como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. 

A atividade física promove o equilíbrio hormonal, fortalece as defesas do organismo e reduz o tempo de trânsito gastrointestinal. Além disso, contribui para diminuição do estresse,  um grande inimigo da longevidade.  

3. Tenha uma vida social ativa 

A convivência social de qualidade pode influenciar na nossa longevidade. Cultivar amizades e manter uma vida social ativa é importante para ter uma vida mais saudável. Segundo estudos, a solidão é um grave problema para os idosos. O sentimento pode propiciar o declínio da saúde mental e está relacionado a quadros de depressão bem como consumo de substâncias ilícitas. 

4. Abandone o cigarro 

O tabagismo e a exposição passiva ao cigarro são importantes fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão, que é um dos mais comuns em homens e mulheres e também um dos mais agressivos. Entre fumantes, a mortalidade por este tipo de câncer é 15 vezes maior do que entre pessoas que nunca fumaram. 

5. Controle o estresse

De acordo com pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, o estresse crônico eleva o número de glóbulos brancos na circulação e, essas células de defesa, em excesso, podem ocasionar a formação de coágulos, que podem vir a obstruir a passagem do sangue para o tecido muscular cardíaco, causando o infarto. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 18 milhões de pessoas são vítimas das doenças cardiovasculares anualmente. Deste total, 85% são decorrentes de infartos do miocárdio e de acidentes vasculares cerebrais (AVC). Das 17 milhões de mortes prematuras (pessoas com menos de 70 anos) por doenças crônicas não transmissíveis, 82% acontecem em países em desenvolvimento, com 37% ocorrendo devido a doenças cardiovasculares. 

6. Tome as vacinas 

As vacinas foram uma das criações mais importantes da ciência para a longevidade dos indivíduos. Dificilmente você teria chegado até aqui sem as vacinas que tomou durante a sua vida. Caso você esteja em dúvida sobre quais vacinas você deve tomar, consulte a unidade de saúde mais próxima da sua casa ou acesse as orientações da Sociedade Brasileira de Imunizações. 

7. Fique em dia com os seus exames laboratoriais 

Manter os exames laboratoriais em dia é essencial para a saúde. As recomendações variam de acordo com a faixa etária do paciente, o gênero e com a existência de gestação. No entanto, alguns devem ser realizados com mais frequência. É o caso de exames como glicemia ou hemoglobina glicada (importantes para o diagnóstico de diabetes), perfil lipídico – o famoso exame de colesterol e triglicerídeos, além dos exames para Infecções Sexualmente Transmissíveis, como HIV, sífilis e hepatites. Para fazer estes exames você pode solicitar uma guia em uma consulta com o seu médico, ou realizar testes laboratoriais remotos em farmácias, laboratórios e drogarias, sem a necessidade de uma guia. 

Estes exames são importantes para avaliar a existência de condições que interferem na longevidade do indivíduo, caso não sejam tratadas. 

Gostou das nossas dicas para longevidade? Aproveite para conhecer os exames laboratoriais remotos da Hilab. O resultado sai em poucos minutos e você pode levar o laudo diretamente ao médico. Aproveite também para curtir a página da Hilab no Instagram e fique por dentro das novidades da área da saúde. 

Referências: 

Centro Regional de Informação das Nações Unidas. Envelhecimento. Disponível em: <https://unric.org/pt/envelhecimento/>. Acesso em: 21 de janeiro de 2022. 

Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Tabagismo. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/tabagismo>. Acesso em: 21 de janeiro de 2022. 

Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Estimativa 2018: incidência de câncer no Brasil / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância. – Rio de Janeiro: INCA, 2017. 128 p.

Instituto Nacional de Câncer. Causas e prevenção. Atividade Física. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/atividade-fisica>. Acesso em: 21 de janeiro de 2022. 

Jornal da USP. Produtos ultraprocessados podem causar câncer, segundo pesquisa. Disponível em: <https://jornal.usp.br/atualidades/produtos-ultraprocessados-podem-causar-cancer-segundo-pesquisa/>. Acesso em: 21 de janeiro de 2022. 

Instituto Nacional de Câncer. Tipos de câncer. Câncer de pulmão. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pulmao>. Acesso em: 21 de janeiro de 2022. 

Unifesp. Longevidade, Disponível em: <https://www.unifesp.br/reitoria/propgpq/pesquisa/pesquisa/temas-transversais/longevidade>. Acesso em: 21 de janeiro de 2022. 

 

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Micheli Pecharki

Micheli Pecharki

Micheli é Bióloga e coordenadora de conteúdos na Hilab. Acredita que transformar o conhecimento técnico em algo acessível é essencial para que as pessoas saibam como cuidar mais da própria saúde e vivam, assim, com mais qualidade de vida. É apaixonada por cachorros e escrever e nas horas vagas gosta de estar em contato com a natureza.

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