Diabetes e dengue: conheça os riscos de complicações

Você sabia que existem condições especiais que podem aumentar o risco de evolução desfavorável da dengue? Uma destas condições é o diabetes mellitus. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações e a Sociedade Brasileira de Diabetes, as infecções que acometem as pessoas vivendo com diabetes costumam ter apresentação clínica semelhante à da população em geral. No entanto, muitas vezes, apresentam maior gravidade e mortalidade. 

Isso porque a elevação da glicemia (hiperglicemia) pode comprometer o sistema imunológico, deixando o organismo mais suscetível à doenças infecciosas e dificultando o combate a elas.

Dentre todas as infecções que podem atingir a população, a dengue está entre as mais comuns nesta época do ano. Por isso, é importante que todas as pessoas que vivem com diabetes estejam atentas à doença. 

Acompanhe o artigo a seguir e tire todas as suas dúvidas sobre a dengue. 

O que é a dengue?  

A dengue é uma infecção causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. 

Existem 4 sorotipos do vírus da dengue: DENV-1, o DENV-2, o DENV-3 e o DENV-4, todos circulantes no Brasil. 

Uma primeira infecção pela dengue pode ocorrer de três maneiras: assintomática (sem sintomas); doença febril leve, não específica; ou o clássico complexo sintomático da dengue. 

Após uma primeira infecção, as subsequentes tendem a ser piores e possuem maior chance de evolução para a forma grave da doença (conhecida como dengue hemorrágica). 

Como reconhecer os sintomas da dengue? 

A primeira manifestação da dengue é a febre, geralmente alta (39ºC a 40ºC) de início abrupto. 

Associada à febre, surgem outros sintomas: dor de cabeça, fraqueza, dores nos músculos e articulações, dor ao movimentar os olhos, com presença ou não de manchas avermelhadas na pele e/ou coceira. 

Anorexia, náuseas, vômitos e diarréia podem ser observados por 2 a 6 dias.

Quais são as complicações da dengue? 

As complicações ocorrem, geralmente, quando a pessoa é exposta a um segundo sorotipo do vírus, o que pode levar à dengue severa, anteriormente chamada de dengue hemorrágica. 

Apesar de os sorotipos 2 e 3 serem considerados os mais agressivos, qualquer reinfecção por dengue pode acarretar um quadro mais grave.

Como é feito o diagnóstico da dengue? 

O diagnóstico da dengue deve ser feito por um médico. Por isso, na presença de sinais e sintomas compatíveis com a doença, não deixe de procurar atendimento o quanto antes. 

Existe vacina contra a dengue? Pessoas com diabetes podem tomá-la? 

Sim. A vacina é composta pelos quatro sorotipos vivos do vírus da dengue. É indicada para pessoas de 9 a 45 anos de idade. 

A eficácia na prevenção da dengue é de 65,5%; na prevenção de dengue grave e hemorrágica é de 93% e de internação é de mais de 80%.

No entanto, nem todas as pessoas podem tomá-la. Além da restrição em relação à idade, ela é indicada somente para pessoas que já tiveram dengue alguma vez na vida. 

Como descubro se já tive dengue? 

Se você deseja tomar a vacina da dengue, é necessário fazer um exame de dengue IgG e IgM. Assim, você saberá se é soropositivo para a dengue. 

Após a realização do exame de dengue IgG e IgM, serão 4 os possíveis resultados: 

  • IgG reagente e IgM não reagente: significa que você já teve dengue alguma vez na vida e possui imunidade para aquele sorotipo pelo qual foi infectado. Você poderá receber a vacina da dengue. 
  • IgG não reagente e IgM reagente: provavelmente, você está com dengue e deverá realizar outros exames para confirmar o diagnóstico. Além disso, deverá procurar atendimento médico para que o seu caso seja acompanhado. Assim que o IgM tornar-se não reagente e o IgG reagente, você deverá receber a vacina da dengue.
  • IgG reagente e IgM reagente: aqui, existem duas possibilidades. Ou você já teve teve dengue alguma vez na vida e está, atualmente, com uma nova infecção, por sorotipo diferente; ou você foi infectado há pouco tempo, (por isso o IgM reagente), mas já está evoluindo para cura, portanto o IgG também está reagente. 

Tome a vacina contra a dengue assim que o IgM for não reagente.

  • IgG não reagente e IgM não reagente: Este resultado indica que você nunca foi infectado. Você deve continuar com as medidas preventivas contra o mosquito Aedes sp., como o uso de repelentes e inseticidas. Neste caso, você não poderá receber a vacina, uma vez que esta não trará benefícios podendo, até mesmo, ser fator agravante de uma possível infecção futura. 

Referências Bibliográficas

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Dengue : diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – 5. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 58 p. : il.

Sociedade Brasileira de Diabetes. Sociedade Brasileira de Imunizações. Diabetes. Guia de Imunização SBIm/SBD. 2019-2020. Disponível em: <https://sbim.org.br/images/guias/guia-diabetes-sbim-sbd-2019-2020.pdf>. Acesso em: 27 de dezembro de 2019. 

 

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