Exame de HIV: saiba como é feito o diagnóstico da infecção

Hilab | 27 nov 2020

O HIV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que afeta todos os segmentos da população, porém muitas pessoas desconhecem a sua condição sorológica.

Por ser uma IST, a principal forma de exposição de risco é o sexo sem preservativo. Cerca de 13% das pessoas que vivem com HIV não conhecem sua situação.

Muitos pensam que um único exame de HIV já é suficiente para ter o diagnóstico. No entanto, para ter o diagnóstico definitivo, é necessário fazer mais exames.

Saiba como o HIV é diagnosticado e como proceder em cada caso.

Qual é o primeiro passo para descobrir se tenho ou não HIV?

Primeiramente, você deverá fazer um teste de triagem. Esse exame de HIV poderá ser feito em uma Unidade Básica de Saúde ou em farmácias com o Hilab.

A partir deste resultado, você poderá ser orientado ou não, a fazer um novo exame de outra metodologia.

O que fazer se o resultado do primeiro exame de HIV for “não reagente”?

Em caso de teste não reagente (negativo), mas com história de exposição de risco para transmissão do HIV, você deverá testar novamente dentro de 1 ou 2 meses. O mesmo protocolo deve ser seguido em caso de resultado indeterminado.

Se houver alta suspeição de infecção aguda pelo vírus HIV e o resultado do teste for negativo ou indeterminado, o próximo passo é a avaliação da carga viral do paciente, por meio do exame de carga viral. Caso o resultado do exame de carga viral seja positivo, é confirmado o diagnóstico.

Devemos sempre lembrar que o teste e o resultado deste são sigilosos. Laboratório e médico não podem dar a mais ninguém, além do paciente, as informações sobre estes resultados.

E o que fazer se o resultado do primeiro exame de HIV for “reagente”?

Você deve fazer um novo exame para confirmação do diagnóstico se o seu resultado for reagente, uma vez que um único teste não é suficiente para confirmar o diagnóstico.

Vá até uma Unidade Básica de Saúde para seguir o fluxograma de diagnóstico para o HIV. No site do Ministério da Saúde, é possível encontrar os serviços de saúde e organizações da sociedade civil que realizam ações de diagnóstico do HIV.

Como proceder após receber os resultados reagentes para o HIV?

Quando uma pessoa tem o diagnóstico definitivo, após a confirmação com diferentes metodologias, ela deverá ser encaminhada à Unidade de Saúde para o cadastro no programa e para receber a medicação necessária. O atual tratamento, disponível gratuitamente pelo SUS, é um antirretroviral chamado Tenofovir, que deverá ser tomado diariamente. Não existe mais “coquetel”, o tratamento baseia-se no uso de até 3 comprimidos ao dia.

Com o início do tratamento, o paciente será acompanhado periodicamente e realizará o exame de detecção de carga viral. A carga viral indica a quantidade de vírus circulante no sangue do paciente e, quando atinge valores inferiores a 20-75 cópias por mL de sangue, o paciente tem carga viral considerada indetectável.

O que significa carga viral indetectável?

Tendo carga viral indetectável, as chances de transmissão do vírus para outra pessoa, inclusive de mãe para filho, são praticamente nulas. Além disto, a pessoa com carga viral indetectável viverá tanto quanto uma pessoa não portadora do vírus e com a mesma qualidade de vida.

Apesar da chance de transmissão ser mínima, o paciente com HIV deve informar suas parcerias sexuais sobre sua situação e orientá-los a realizar o teste sorológico. Também é importante o uso do preservativo para evitar novas infecções, assim como o não compartilhamento de seringas e agulhas.

É de extrema importância que o paciente, neste momento delicado, procure apoio psicológico, seja este através de um profissional de saúde especializado (psicólogo, psiquiatra, etc.), seja por meio de grupos de apoio. Ninguém precisa carregar sozinho tamanho fardo.

Como proceder diante de um resultado não reagente do exame de HIV?

A sequência, após o resultado não reagente (negativo), dependerá da situação do paciente. Como vimos, se o paciente possui histórico de exposição de risco, deverá repetir o teste após 1 ou 2 meses para ter certeza do resultado. Essa incerteza se dá devido à janela imunológica, que é o tempo até o exame ser capaz de detectar a resposta do organismo ao vírus. O paciente também deverá tomar as medidas preventivas.

Agora, em caso de resultado negativo, sem exposição de risco, ou segundo teste (confirmatório) também negativo, o paciente deverá dar continuidade à atitude preventiva. Isto é, usar o preservativo, lubrificante a base d’água, não compartilhar seringas ou agulhas, e outras medidas. Devemos lembrar sempre que o melhor remédio é a prevenção.

Como proceder diante de um resultado indeterminado?

Quando o paciente recebe um resultado indeterminado, um novo exame deverá ser realizado após 30 dias do primeiro teste. Além disto, deve ser reforçada a adoção de práticas seguras para a redução de riscos de infecção pelo HIV e, também, por outras ISTs.

Lembre-se: conhecer sua sorologia e ter acesso ao tratamento é um direito do cidadão. Sabendo da sua situação, e a tratando adequadamente, a pessoa que vive com HIV poderá ter uma vida comum e viverá tanto quanto alguém que não o tenha, podendo atingir a carga viral indetectável. Para possibilitar esta vida normal, é essencial conhecer sua sorologia, fazendo o teste de triagem para o HIV.

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Referências bibliográficas

Medscape. HIV Testing Overview. Disponível em: <https://emedicine.medscape.com/article/2061077-overview>. Acesso em: 31 de maio de 2019.

Rapid HIV Testing. Disponível em: <https://emedicine.medscape.com/article/783434-overview>. Acesso em: 31 de maio de 2019.

Medscape. HIV Infection and AIDS. Disponível em: <https://emedicine.medscape.com/article/211316-overview>. Acesso em: 31 de maio de 2019.

Ministério da Saúde. Aconselhamento em DST/HIV/Aids para a Atenção Básica. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_simplificado.pdf>. Acesso em: 31 de maio de 2019.

UNAIDS. Indetectável = Intransmissível. Disponível em: <https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/Indetectável-intransmissível_pt.pdf>. Acesso em: 31 de maio de 2019.

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