Outubro Rosa 2021 e a conscientização do câncer de mama

Saúde preventiva da mulher no outubro rosa

O câncer de mama é o tipo mais incidente em mulheres, e em 2020 tornou-se o câncer mais diagnosticado em todo mundo, com mais de 2,26 milhões de casos, o equivalente a 11,7% do total de diagnósticos, conforme o Global Cancer Observatory (GCO). No Brasil, a estimativa  do INCA para 2021 é de 66.280 novos casos.

Além disso, o câncer de mama é a doença oncológica responsável por 15,5% dos óbitos de mulheres. No Brasil, em 2019, 18.068 mulheres e 227 homens faleceram em decorrência da doença no Brasil.

Com tantos dados e estimativas preocupantes, campanhas como o Outubro Rosa são fundamentais para conscientizar as pessoas sobre o câncer de mama.

Continue a leitura para entender o que é e como surgiu o Outubro Rosa, além de saber mais sobre o câncer de mama, seu diagnóstico, sintomas e tratamento.

O que é o Outubro Rosa?

O Outubro Rosa é um movimento de conscientização do câncer de mama, idealizado para disseminar a informação sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença.

A campanha nasceu em 1990, em Nova York, quando a Fundação Susan G. Komen promoveu a distribuição de laços rosa aos participantes da primeira Corrida pela Cura. 

Desde então, os laços rosa e as ações de conscientização se espalharam pelo mundo. No Brasil, o movimento chegou em 2002, quando o Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista, no parque Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com luzes cor de rosa. A partir de 2008, as iniciativas de entidades e empresas para prevenção do câncer de mama se tornaram mais comuns em todo o país.

Confira esse vídeo que fizemos sobre a origem do Outubro Rosa e conheça mais detalhes dessa história:

 

O que é o câncer de mama? 

O câncer de qualquer tipo é caracterizado por um crescimento desordenado de células anormais. No caso do câncer de mama, esse crescimento se manifesta nas glândulas mamárias, mais especificamente nas células que revestem os ductos mamários, ou ficam nos lóbulos das glândulas mamárias. 

Essa diferença de localização dá origem a dois tipos de tumores com nomes distintos: o carcinoma ductal e o carcinoma lobular. O termo carcinoma designa o tipo mais comum de câncer, que é capaz de se desenvolver em praticamente qualquer tecido do nosso corpo.

Além dessa diferenciação, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) informa que existem vários tipos de câncer de mama, classificados de acordo com seu padrão de comportamento: alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros se desenvolvem mais lentamente. Em ambos os casos, a paciente deve ficar de olho ao identificar qualquer alteração na mama.

Quem deve se prevenir contra o câncer de mama?

O grupo de risco para o câncer de mama se caracteriza por mulheres acima dos 40 anos, Além desse grupo, mulheres transgênero que realizam tratamento hormonal também precisam receber atenção na saúde das mamas, pelo risco causado pelo uso de estrogênio.

Apesar de raro, há casos de homens com câncer de mama também. Estima-se que a cada 100 diagnósticos, 1 deles é masculino.

Quais os fatores de risco da doença?

Existem diversos fatores que podem aumentar o risco de uma mulher vir a desenvolver um carcinoma na mama.

Entre os fatores comportamentais estão:

  • obesidade e sobrepeso;
  • sedentarismo; 
  • consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • tabagismo; 
  • exposição frequente a radiações ionizantes (radioterapias, radiografias, tomografias). 

Ou seja, levar uma vida saudável e ativa é um bom começo para evitar o câncer de mama.

Já os fatores hormonais são mais complexos, pois envolvem:

  • a idade da primeira e da última menstruação;
  • ter ou não filhos;
  • gravidez depois dos 30 anos; 
  • utilizar contraceptivos hormonais à base de estrogênio e progesterona;
  • e realizar reposição hormonal após a menopausa.

Por fim, temos os fatores de risco genéticos, que indicam predisposição para a doença com base no histórico familiar. Casos de câncer de ovário e mama na família ou alterações genéticas, principalmente nos genes BRCA1 e BRCA2, são as razões genéticas mais comuns.

Quais são os sintomas do câncer de mama?

Os principais sintomas do câncer de mama, de acordo com o INCA, são:

  • A presença de nódulo (caroço) fixo e geralmente indolor é a principal manifestação da doença: se faz presente em cerca de 90% dos casos e pode ser identificado pela própria paciente;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja;
  • Alterações perceptíveis no mamilo;
  • Lesão na pele que não responde a tratamentos tópicos;
  • Pequenos nódulos perceptíveis pelo tato nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido ou secreção pelos mamilos.

Como é feito o diagnóstico do câncer de mama?

Diagnóstico do câncer de mama por mamografia

A detecção precoce do câncer de mama aumenta em 90% as chances de cura, mas o rastreamento da doença só é recomendado em determinadas faixas etárias ou em caso de fatores de risco. Assim, evita-se o diagnóstico de um câncer que jamais causaria sintomas à mulher, ou seja, que seria prejudicial para a saúde.

Toda mulher com mais de 40 anos deve realizar anualmente o exame clínico das mamas, com médicos e enfermeiros habilitados para essa atividade, a fim de identificar possíveis nódulos e outras anomalias nas mamas.

Entre os 50 e 69, é indicada a mamografia bienal. Trata-se de um raio-X da mama que pode identificar tumores em estágios iniciais, muitas vezes imperceptíveis ao toque.

Em caso de suspeita de tumor na mama, além da mamografia, a mulher deve realizar outros exames complementares com um mastologista, como ultrassonografia e ressonância magnética.

Para confirmação do diagnóstico, a etapa final é a biópsia. A técnica  consiste na retirada de um fragmento do nódulo por meio de extração por agulha ou pequena cirurgia para análise.

O autoexame das mamas previne a doença?

O autoexame das mamas é importante para o conhecimento do próprio corpo e deve ser um hábito de toda mulher. 

Entretanto, ele não dispensa o exame clínico das mamas feito por um profissional de saúde. Além disso, caso a mulher tenha mais de 50 anos ou tenha fatores de risco, só uma mamografia será capaz de identificar nódulos em estágios mais iniciais, com menos de 1 cm de diâmetro.

O importante é a ida imediata ao médico, caso alguma alteração seja detectada no autoexame, para a realização dos exames preventivos indicados.

Como é feito o tratamento do câncer de mama?

O tratamento do câncer de mama ocorre de acordo com a fase da doença e o tipo de tumor. Em alguns casos, sessões de radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia são necessárias. Em outros, a terapia-alvo, que utiliza medicamentos que atacam especificamente as células cancerosas, pode ser indicada.

Quando o carcinoma é muito agressivo, ou está preso a uma porção específica da mama, a intervenção cirúrgica pode ser necessária. Nesses casos, a paciente pode ter sua mama total ou parcialmente removida, o que chamamos de mastectomia

Este tipo de tratamento mais invasivo pode mexer com o psicológico e com a autoestima da mulher, por isso um acompanhamento psicológico se faz necessário. Posteriormente, podem ser realizadas cirurgias reconstrutivas ou implantes. 

Se o câncer já está em processo de metástase (se espalhando para outros órgãos), o tratamento torna-se paliativo, ou seja, seu intuito é prolongar a sobrevida da paciente e melhorar sua qualidade de vida.

Nunca é demais lembrar: quanto antes a doença for diagnosticada, maiores são as chances do tratamento ter bons resultados. Então, os exames preventivos são fundamentais.

A importância da prevenção do câncer de mama

O Outubro Rosa é uma oportunidade de conscientizar as pessoas sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama e apoiar uma abordagem humanizada dos profissionais da saúde envolvidos na prevenção, diagnóstico, tratamento e remissão da doença.

A prevenção diminui ou elimina as chances de uma mulher desenvolver a doença ao longo da vida, reduzindo assim o número de casos de câncer de mama avançado e a mortalidade.

Além disso, a prevenção serve para que as mulheres adquiram pequenos hábitos capazes de salvar vidas, como uma alimentação saudável e a atividade física. E se a doença surgir, as mulheres devem ter acesso a informação, atendimento e tratamento adequados para enfrentar o câncer de mama em todos os seus estágios. 

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