O que é sensibilidade e especificidade de um exame?

De maneira geral, vamos considerar que a maioria dos exames laboratoriais serve para responder à seguinte pergunta: “Esta amostra é normal ou alterada?”.

De uma forma bem simplificada, e levando em conta os valores de referência de cada metodologia, quase todos os exames laboratoriais são feitos para analisar amostras (sejam de sangue, urina, ou qualquer outro material biológico) e “encaixar” esse resultado em uma das duas caixas: normal ou alterado.

Assim, a eficiência de um teste laboratorial é medida com base na quantidade de vezes que ele “encaixa” as amostras normais na caixa normal e as amostras alteradas na caixa alterada.

Por exemplo, quando um paciente com diabetes faz um exame de glicemia e o resultado dá alterado, chamamos isso de um Verdadeiro Positivo. Do mesmo jeito, quando uma pessoa que não tem a doença ,faz o mesmo teste e recebe um resultado não-alterado, temos o chamado Verdadeiro Negativo.

Afinal, o que é a sensibilidade e a especificidade? 

O parâmetro Sensibilidade mede justamente essa capacidade do teste dar um resultado alterado para pessoas realmente doentes. Enquanto a Especificidade mede a capacidade do teste dar um resultado negativo para pessoas não-doentes.

Estes parâmetros são importantes não apenas para avaliar a eficácia dos testes, mas principalmente para determinar qual tipo de exame é recomendado em cada tipo de estratégia diagnóstica.

Sensibilidade e especificidade dos testes para COVID-19

Os testes de COVID-19, independentemente da metodologia, são parte fundamental das estratégias para conter a propagação do vírus. Identificar corretamente as pessoas infectadas possibilita isolá-las e diminuir as chances de transmissão. É aí que os parâmetros sensibilidade e especificidade entram! Eles servem para avaliar o desempenho dos testes de COVID-19 levando em consideração a quantidade de acertos e erros que apresentam em um determinado grupo analisado. Vale ressaltar que, fatores como prevalência da doença em uma população, tempo decorrido do início dos sintomas e até a forma como a coleta é realizada, podem interferir na sensibilidade de um teste.

Referências Bibliográficas:

Kawamura T., Interpretação de um Teste sob a Visão Epidemiológica. Eficiência de um Teste, Arq. Bras. Cardiol., vol.79 no.4, São Paulo Oct. 2002. doi.org/10.1590/S0066-782X2002001300015

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Laboratório de Análises Clínicas Hilab

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