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A internet das coisas na área da saúde

O setor de saúde é um dos que mais investe em novas tecnologias para promover inovação. Confira no artigo algumas das utilizações mais promissoras da Internet das Coisas na área da saúde.
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A internet foi uma das invenções mais revolucionárias da humanidade. Ela é capaz de encurtar distâncias, vencer barreiras geográficas e permitir comunicação praticamente instantânea entre pessoas que estão em lados opostos do mundo.

Quanto mais a utilizamos, mais ela demonstra seu potencial e sua aplicabilidade nas mais diversas áreas. Há pouco mais de duas décadas, nos anos 90, a internet servia basicamente para enviar e receber e-mails. Hoje ela comporta todo um universo de conteúdo, informação e entretenimento, possibilitando conexões entre pessoas, empresas e organizações em geral.

A Internet das Coisas (Internet of Things em inglês, também conhecida pela abreviação IoT) é uma das utilizações mais proeminentes e versáteis da rede mundial de computadores. Foi-se o tempo em que acessávamos a internet apenas através do computador ou do smartphone: hoje eletrodomésticos, veículos, brinquedos e outros dispositivos podem estar online o tempo todo.

Isso pode ser útil nas mais variadas áreas de atuação: da agropecuária à indústria, passando pelo escritório e até pelo varejo, praticamente todo tipo de negócio pode se beneficiar da internet das coisas. Já falamos um pouco sobre isso em outro artigo aqui do blog, mas hoje queremos nos focar nas aplicações da internet das coisas na área da saúde.

IoT na Saúde

O setor de saúde é um dos que mais investe em novas tecnologias e promove a inovação. Com a internet das coisas não é diferente: um estudo publicado pelo Business Insider afirma que até 2022, este mercado (que em inglês já ganhou uma subdivisão própria, sendo chamado de Internet of Medical Things, ou IoMT) deve movimentar mais de 158 bilhões de dólares. Em 2017, este valor era de “apenas” 41 bilhões. 

O interesse vem, claro, dos cientistas e profissionais da saúde, mas também dos pacientes. A utilização de dispositivos digitais para monitoramento de doenças é muito mais prática e menos invasiva, o que aumenta a qualidade de vida do usuário.

Na área da saúde, há três principais grupos de dispositivos inteligentes: temos os dispositivos externos, que utilizam biossensores que ficam em contato com a pele para monitorar alguns aspectos da saúde do usuário. Em seguida vêm os dispositivos internos, que são implantados para substituir ou dar suporte a um órgão ou estrutura biológica que esteja com problemas. Por fim, temos os dispositivos fixos, que são as máquinas e aparelhos presentes em clínicas e hospitais, operadas por especialistas e usadas pelos pacientes somente com supervisão médica.

Confira abaixo algumas das utilizações mais promissoras da Internet das Coisas na área da saúde:

Monitoramento remoto

Quem tem que conviver com diabetes ou doenças cardíacas sabe que o monitoramento constante é essencial. Pessoas com diabetes precisam controlar o peso, a pressão arterial e os níveis de glicose no sangue. Pessoas com doenças cardiovasculares devem estar atentas ao funcionamento do coração e ficar de olho em qualquer anomalia no ritmo dos batimentos.

Para as pessoas que têm diabetes, o monitoramento do peso e da pressão arterial pode ser feito com a ajuda dos wereables – smartwatches e smartbands, os já bem conhecidos relógios inteligentes. Também existem dispositivos que, através de um gotinha de sangue, indicam como está a glicose do paciente. Os dados são compartilhados com smartphones e podem ser acessados por um médico de confiança com muita rapidez.

Já existe até um dispositivo apelidado de “pâncreas artificial” que não só monitora as condições do organismo do diabético, como mantém um fluxo constante de insulina sendo aplicado, com base nos dados coletados, para manter o hormônio dentro de níveis adequados. Segundo a Organização Mundial da Saúde, pelo menos 8,5% de todos os adultos do mundo possuem algum tipo de diabetes. Ou seja, essas tecnologias podem ajudar milhões de pessoas.

Os cardíacos também podem fazer uso de wereables para acompanhar a atividade do coração, mas temos exemplos ainda mais eficazes: marcapassos inteligentes podem ser implantados para fornecer informações sobre o sistema cardiovascular em tempo real para médicos e especialistas.

O monitoramento inteligente foi recentemente aplicado também em casos de Covid-19: nos EUA, um sistema de monitoramento geográfico de temperatura ajudou a detectar possíveis focos da doença. Além disso, os respiradores inteligentes, que ajudam pessoas com asma há anos, já estão sendo estudados para descobrir como poderiam ajudar a tratar pacientes intubados com coronavírus.

Logística e armazenamento de vacinas

A pandemia da Covid-19 jogou uma nova luz sobre a importância das vacinas para a prevenção de doenças. Se por um lado é impressionante o esforço médico e científico envolvido na produção das vacinas por laboratórios de diferentes partes do mundo, por outro, os cuidados com o armazenamento e distribuição das doses provou ser um desafio logístico e tanto.

Isso acontece porque as diferentes formulações demandam condições específicas de resfriamento. A vacina da Pfizer, por exemplo, precisa ser armazenada sob temperaturas baixíssimas, entre -80 ºC e -70 ºC. Já a vacina da Oxford/AstraZeneca pode ser mantida em temperaturas entre 2 ºC e 8 ºC, algo que mesmo uma geladeira comum conseguiria dar conta.

Como diversos países – inclusive o Brasil – estão recebendo doses de diversos laboratórios diferentes para imunizar o máximo possível de pessoas, a logística e armazenamento das doses pode virar um problema. Se a vacina é armazenada fora da temperatura apropriada, ela pode perder sua eficácia, comprometendo diretamente o plano de imunização de milhares de pessoas.

Felizmente, com a utilização de sensores e refrigeradores inteligentes, os responsáveis pelo transporte das vacinas podem monitorar e controlar a temperatura de armazenamento das doses, garantindo que todas estejam seguras. Além disso, dispositivos de rastreamento inteligentes, equipados nos comboios, enviam dados de geolocalização em tempo real para garantir que os lotes cheguem aos lugares certos, dentro do prazo ideal. Isso em um cenário em que não há escassez de doses, como  infelizmente aconteceu no país.

Leitos e camas inteligentes

No ápice da pandemia, muitos países enfrentaram uma dura realidade: o colapso de seus sistemas de saúde. Com muitas pessoas se contaminando e precisando de internamento, simplesmente não havia infraestrutura para receber todos os doentes. Faltavam leitos, equipamentos e até mesmo mão de obra.

Nessas horas, a internet das coisas também pode ajudar a prestar o melhor atendimento possível e ainda oferecer um merecido respiro aos profissionais da saúde. As chamadas smart beds (camas inteligentes) podem monitorar, de maneira automatizada, mais de 30 dados importantes do paciente, incluindo peso, temperatura corporal, batimentos cardíacos, nível de oxigênio e pressão.

A cama inteligente também monitora as reações do paciente – quantas vezes ele levanta-se, deixa o leito ou teve de ser virado. Em casos de mobilidade reduzida ou risco de queda, a própria cama é capaz de emitir alertas, tanto para conscientizar o paciente quanto para informar a equipe médica.

Quando a falta de leitos torna-se um problema – algo que, infelizmente, vimos acontecer durante a pandemia – esse tipo de tecnologia também pode ajudar: um sistema integrado de inteligência pode notificar sobre a disponibilidade de novos leitos, conforme eles são liberados. Quando há vidas em jogo, agilidade é fundamental.

Sensores ingeríveis

Em obras de ficção científica, é comum vermos a chamada nanotecnologia sendo utilizada de maneiras engenhosas e mirabolantes. No filme Viagem Insólita, de 1987, acompanhamos um piloto de testes da Marinha que participa de um experimento inédito: seu submarino é miniaturizado a nível molecular e injetado na corrente sanguínea de um ser humano.

Pode parecer absurdo, mas a verdade é que já existem aplicações práticas dessa tecnologia na área da saúde. Em 2017, o órgão regulamentador norte-americano FDA aprovou a utilização de um dispositivo ingerível capaz de captar e transmitir imagens do trato gastrointestinal e do cólon de um paciente. A ideia é que este método seja uma alternativa à colonoscopia. A “pílula inteligente” se chama PillCam COLON, e foi criada por uma companhia israelense.

Em um futuro não muito distante, a nanotecnologia apresentada no filme que mencionamos também deve tornar-se quase real: não é de hoje que cientistas estudam a utilização de nanorrobôs que podem ser injetados na corrente sanguínea para monitoramento, liberação de medicamentos ou mesmo realização de micro-procedimentos. Desde 2016 são publicados estudos sobre o tema em renomadas publicações científicas. Quanto mais a tecnologia avança, mais tênue fica a linha que divide a ficção da realidade. 

Testes Laboratoriais Remotos

Por último, mas não menos importante, temos que falar dos Testes Laboratoriais Remotos, algo que nós oferecemos e cuja agilidade e eficácia só é possível graças a uma combinação de inteligência artificial, mão de obra qualificada e, claro, internet das coisas.

Os Testes Laboratoriais Remotos da Hilab são dispositivos portáteis e inteligentes, que estão o tempo todo conectados à internet através de uma rede criptografada. Assim que um exame é finalizado, o próprio aparelho digitaliza a amostra e a envia automaticamente para nosso laboratório de análises clínicas remoto. Tudo isso acontece em questão de segundos.

Aí entra em ação nossa inteligência artificial proprietária, a C4i0, que realiza uma pré-análise, com base em um enorme banco de dados na nuvem, que é alimentado o tempo todo com novas informações, enviadas por todos os nossos dispositivos. Quanto mais dados a nuvem recebe, mais precisas são as análises da inteligência artificial.

Para completar, entra em cena a experiência humana: um time de especialistas avalia o resultado da análise feita pela IA, validando (ou não) o diagnóstico feito por ela. Em seguida, o laudo é assinado pelo profissional de saúde e enviado para o e-mail ou celular do paciente. Tudo isso em menos de 30 minutos!

Nós, da Hilab, acreditamos que a tecnologia é uma grande aliada dos profissionais da saúde. Ela nos ajuda a cuidar das pessoas, otimiza o trabalho de nossos especialistas e garante resultados muito mais rápidos e confiáveis.

Contrate o Teste Laboratorial Remoto da Hilab e tenha essa incrível mistura de tecnologia e expertise humana à sua disposição.

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