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Exame de Procalcitonina (PCT): o marcador de infecções bacterianas

Entenda como funciona o Teste Laboratorial Remoto de Procalcitonina, indicado para auxiliar no diagnóstico de infecções bacterianas, sepse e para acompanhar o tratamento com antibióticos.

Sepse: diagnóstico precoce é fundamental

Sepse é uma disfunção desencadeada por resposta inflamatória do organismo a uma bactéria. Por se manifestar como diferentes estágios clínicos de um mesmo processo fisiopatológico, o diagnóstico precoce é um desafio para médicos.

Devido ao aumento de sua incidência em todo o mundo, a sepse vem adquirindo crescente importância entre os profissionais da saúde. O crescimento da resistência bacteriana, a melhoria no atendimento de emergência, o aumento da população idosa e do número de pacientes imunossuprimidos contribuem para esse aumento.

Como funciona o exame de Procalcitonina da Hilab?

O Teste Laboratorial Remoto Hilab de Procalcitonina é um imunoensaio cromatográfico rápido para detecção qualitativa de procalcitonina em amostras de sangue total, obtidas por punção digital, um método rápido e indolor.

O resultado da reação da amostra com a tira de testagem é digitalizado e enviado para o laboratório de análises clínicas Hilab, onde um especialista e nossa inteligência artificial verificam o resultado e enviam o laudo assinado via e-mail e SMS.

Uma vez que a procalcitonina é liberada na circulação sanguínea em resposta aos estímulos pró-inflamatórios, especialmente em infecções bacterianas, a PCT atua como um biomarcador indireto de infecções.

Quem deve realizar
o exame de Procalcitonina?

O exame é recomendado principalmente para descartar septicemia/sepse, em conjunto com outros exames, devido ao elevado valor preditivo negativo (99%).

O valor preditivo negativo significa a proporção de verdadeiros negativos entre todos os indivíduos com teste negativo. Sendo assim, um resultado não reagente dificilmente será reagente (1%).

O exame também pode auxiliar na decisão médica para iniciar ou diminuir o período de tratamento com antibióticos e a orientar no período de hospitalização do paciente.

Informações Técnicas

Analitos detectados: Procalcitonina (PCT)
Método: Imunocromatografia
Tipo de Amostra: Sangue total
Tempo total até a liberação do laudo: 25 minutos
Especificidade: > 98,9%
Sensibilidade: > 98,7%

Orientações para antes de fazer o exame

Como interpretar o resultado do exame de Procalcitonina?

Você receberá o laudo digital assinado do exame por e-mail e SMS.

Não reagente

O resultado indica concentrações abaixo de 1 ng/mL de procalcitonina na amostra analisada. O resultado não deve ser utilizado como critério único para descartar a possibilidade de infecções bacterianas ou sepse. É necessário avaliar as manifestações clínicas e exames complementares.

Reagente

O resultado indica concentrações acima de 1 ng/mL de procalcitonina na amostra analisada. O resultado não deve ser utilizado como critério único para o diagnóstico de infecções bacterianas ou sepse. É necessário avaliar as manifestações clínicas e exames complementares.

Não reagente

O resultado indica concentrações abaixo de 1 ng/mL de procalcitonina na amostra analisada. O resultado não deve ser utilizado como critério único para descartar a possibilidade de infecções bacterianas ou sepse. É necessário avaliar as manifestações clínicas e exames complementares.

Reagente

O resultado indica concentrações acima de 1 ng/mL de procalcitonina na amostra analisada. O resultado não deve ser utilizado como critério único para o diagnóstico de infecções bacterianas ou sepse. É necessário avaliar as manifestações clínicas e exames complementares.

Atenção: este exame não substitui um diagnóstico médico e o laudo deve ser levado para avaliação.

Contrate ou faça um exame de Procalcitonina

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Perguntas frequentes sobre procalcitonina

O que é procalcitonina?

A procalcitonina (PCT) é um biomarcador inflamatório. Produzida pelas células C tireoidianas e em células endócrinas pulmonares, a PCT é precursora do hormônio calcitonina e possui um papel metabólico na homeostase do cálcio.

É liberada na circulação sanguínea em resposta aos estímulos pró-inflamatórios, especialmente em infecções bacterianas, alcançando níveis elevados 6 horas após a invasão bacteriana. A PCT atua como um biomarcador indireto de infecções e sua meia-vida é de aproximadamente 24 horas.

Por que a procalcitonina pode auxiliar no diagnóstico de infecções?

A procalcitonina (PCT) é um biomarcador inflamatório. Produzida pelas células C tireoidianas e em células endócrinas pulmonares, a PCT é precursora do hormônio calcitonina e possui um papel metabólico na homeostase do cálcio.

É liberada na circulação sanguínea em resposta aos estímulos pró-inflamatórios, especialmente em infecções bacterianas, alcançando níveis elevados 6 horas após a invasão bacteriana. A PCT atua como um biomarcador indireto de infecções e sua meia-vida é de aproximadamente 24 horas.

A procalcitonina e o uso indiscriminado de antibióticos

O uso desnecessário de antibióticos contribui significativamente para aumentar a resistência bacteriana e os custos médicos, bem como o risco de eventos adversos relacionados ao uso desses fármacos.

A PCT aumenta em infecções bacterianas e diminui quando os pacientes se recuperam da infecção. Portanto, o marcador pode ser utilizado para apoiar a tomada de decisão clínica para o início e a descontinuação da antibioticoterapia em pacientes com suspeita clínica de infecção.

Segundo Schuetz e colaboradores (2009), ensaios clínicos randomizados demonstraram que essa estratégia funciona, principalmente em pacientes com infecções respiratórias. No entanto, a maioria desses estudos individuais não incluiu pacientes suficientes para permitir uma avaliação conclusiva sobre sua segurança2.

Qual é a relação entre procalcitonina e COVID-19?

A PCT é um biomarcador inflamatório, usado para o diagnóstico diferencial entre infecções virais, nas quais costuma apresentar níveis baixos no soro, e bacterianas, nas quais seus níveis em geral estão elevados3.

Pacientes com COVID-19 grave não apresentam elevação de PCT, exceto quando apresentam infecção bacteriana secundária. Desta forma, a procalcitonina mostrou-se útil para identificar pacientes com COVID-19 e superinfecção bacteriana, inclusive quando não foi possível isolar o agente infeccioso4.
1Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse Sepse: um problema de saúde pública / Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse. Brasília: CFM, 2015. 90 p.

2Schuetz, P., Muller, B., Christ-Crain, M., Stolz, D., Tamm, M., Bouadma, L., Luyt, C.E., Wolff, M., Chastre, J., Tubach, F., Kristoffersen, K.B., Burkhardt, O., Welte, T., Schroeder, S., Nobre, V., Wei, L., Bhatnagar, N., Bucher, H.C. and Briel, M. (2013), Procalcitonin to initiate or discontinue antibiotics in acute respiratory tract infections. Evid.-Based Child Health, 8: 1297-1371. https://doi.org/10.1002/ebch.1927.

3Hamade B, Huang DT. Procalcitonin: where are we now? Crit Care Clin 2020;36(1):23-40. doi: 10.1016/j.ccc.2019.08.003. (Publicado online em 21 de outubro de 2019).

4Nishioka, Sérgio de Andrade. UNA-SUS. A procalcitonina pode ser útil para o diagnóstico de infecções bacterianas em pacientes com COVID-19 internados em unidades de terapia intensiva. Disponível em: . Acesso em: 03 de agosto de 2021.

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