Flerte na pandemia: como lidar com os contatinhos?

Conhecer pessoas em aplicativos de namoro é a melhor maneira de aumentar suas chances de pegar... o vírus.

Com as mesmas orientações de saúde a serem seguidas desde março de 2020, a chegada do novo coronavírus, mudou e, sobretudo, reduziu a vida social de todos. Principalmente para os solteiros, que durante a pandemia  devem estar divididos entre o desejo de conhecer novas pessoas e a preocupação com a contaminação. 

Enquanto continuamos sofrendo com as restrições durante a quarentena, como conhecer outra pessoa sem sair de casa

Leia o texto a seguir para saber mais sobre o atual flerte na pandemia.

O que impede o flerte?

Faz muito tempo desde a última festa ou ocasião social que permitia o contato humano, com lugares e situações propícias para romances. O flerte em tempos de pandemia precisa aceitar as barreiras do isolamento social, do uso de máscaras e outras medidas preventivas que prejudicam a abertura para um relacionamento.

Assim como o trabalho presencial foi adaptado para o home office, conhecer pessoas em aplicativos é a maneira mais assertiva de aumentar suas chances de encontrar alguém para se relacionar. Estar disponível nesses aplicativos também pode ser uma boa experiência para conhecer pessoas que não estariam disponíveis antes da pandemia.

Além dos aplicativos de namoro, outra possibilidade para conhecer novas pessoas é em situações que permitam reuniões online. Ao fazer cursos e outras atividades virtuais em grupo, você tem a oportunidade de conversar cara a cara com outros alunos ou participantes por chamada de vídeo e despretensiosamente começar uma conversa com alguém interessante.

É possível ter encontros presenciais?

De acordo com a médica e psicóloga Dolores Albarracín, professora da Universidade de Illinois, encontros pessoais devem estar fora de questão até o fim da pandemia, até mesmo para pessoas que namoram desde antes da pandemia. O ideal é que as pessoas ainda não se arrisquem com o contato pessoal, por isso é recomendado que desde os seus primeiros encontros sejam realizados online.

Após o casal seguir com troca de mensagens e ter vários encontros virtuais, é natural que o desejo de ter um encontro presencial cresça. Se esse é o seu caso, se pergunte:

  • Como está a taxa de transmissão na sua cidade?
  • Você, seu parceiro ou as pessoas com quem você tem contato próximo possuem alguma condição de risco, como hipertensão e diabetes?
  • Qual é o risco da atividade que você planeja fazer? 

É pouco provável que em um encontro amoroso as pessoas mantenham distância de um metro e que não toquem uns nos outros. Por isso, para se certificarem que não estão contaminados, é recomendado que façam o teste para confirmar o resultado negativo, ou que se mantenham em quarentena por duas semanas antes da proximidade física.

Conversando sobre a pandemia

Quando você começa a namorar alguém novo, geralmente leva em consideração seus hobbies, interesses comuns e política para descobrir se você combina com você. Com a pandemia, surge um novo nível de compatibilidade: as medidas preventivas para o COVID-19. Em algum momento da conversa, haverá o assunto COVID. 

Fazendo isso, você estará avaliando o risco de ficar doente ao ter um encontro. E mesmo que essa conversa seja desconfortável, perguntar a alguém que você acabou de conhecer sobre como andam as medidas preventivas é essencial não só para a saúde do casal, mas também para a saúde se seus familiares, colegas e toda a comunidade em geral.

Sexo é vida mesmo durante uma pandemia?

Apesar de não haver evidências científicas de que o coronavírus seja transmitido sexualmente, o contato íntimo favorece a contaminação dos parceiros.

Mesmo com o risco, uma pesquisa estadunidense realizada pela Everywell, revelou que em torno de um a cada quatro americanos entre 20 e 31 anos saiu da quarentena para ter contato sexual com alguém em abril de 2020, período em que as autoridades intensificaram os pedidos por isolamento social.

Não podemos minimizar a importância do contato humano, mas o fato é que neste momento não há segurança em sexo casual. E o risco é maior para pessoas que possuem diferentes parceiros.

Para prevenir a disseminação do novo coronavírus, o  Ministério da Saúde argentino oficialmente recomenda que a masturbação e o sexo virtual façam parte da nova vida dos solteiros e casais que não moram juntos. O auxílio da tecnologia ainda vai além: a existência de brinquedos estimulantes que podem ser controlados à distância pelo parceiro, resolve a necessidade de contato próximo.

Avalie suas necessidades

Embora os relacionamentos amorosos na era da COVID-19 apresentem uma série de riscos, vale a pena avaliar as suas próprias necessidades. Conexões emocionais ainda são uma parte essencial das nossas vidas e os relacionamentos são um dos pilares que nos ajudam a permanecer mentalmente saudáveis durante a pandemia. 

Por isso, além de aceitar que por hora o isolamento social impacta nos relacionamentos, devemos medir o quão importante é estar em um relacionamento e estar em segurança.

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Referências bibliográficas

Ministerio de Salud. Recomendaciones para el ejercicio de una sexualidad segura en el contexto de COVID-19.  Disponível em:<https://www.argentina.gob.ar/noticias/recomendaciones-para-el-ejercicio-de-una-sexualidad-segura-en-el-contexto-de-covid-19> Acesso em: 21/01/2021.

National Public Radio. Coronavirus FAQs: What Are The New Dating Rules? And What About Hooking Up? Disponível em:<https://www.npr.org/sections/goatsandsoda/2020/09/11/911991077/coronavirus-faqs-what-are-the-new-dating-rules-and-what-about-hooking-up> Acesso em: 21/01/2021.

New York Times. How to Date During a Pandemic. Disponível em:<https://www.nytimes.com/2020/07/18/at-home/coronavirus-pandemic-dating.html> Acesso em: 21/01/2021.

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