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A importância dos Testes Laboratoriais Remotos para a Vigilância Epidemiológica

A vigilância epidemiológica compreende um conjunto de ações que visam detectar e prevenir diversos tipos de doenças e agravos transmissíveis à saúde e seus fatores de risco. Os Testes Laboratoriais podem contribuir para estas ações. Entenda de que forma.
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Você já ouviu falar em vigilância epidemiológica? Em tempos de pandemia, o termo acabou ganhando certa visibilidade, mas a verdade é que a epidemiologia não tem relação apenas com a Covid-19: seu significado é muito mais amplo, visto que o termo é usado há décadas, e tem relação direta com questões de saúde pública.

O que é vigilância epidemiológica?

A vigilância epidemiológica não é uma coisa só: ela compreende um conjunto de ações que visam detectar e prevenir diversos tipos de doenças e agravos transmissíveis à saúde e seus fatores de risco. O objetivo destas ações conjuntas é angariar dados que ajudem a fornecer orientação técnica permanente para os profissionais de saúde poderem manter a população saudável. 

Na prática, a vigilância epidemiológica é um serviço de constante monitoramento da saúde pública, focado na detecção e prevenção de doenças de caráter epidêmico – ou seja, que podem infectar um grande número de pessoas -, através de um conjunto coordenado de ações.

Ao longo das últimas décadas, testemunhamos práticas de vigilância epidemiológica serem empregados para conter ou erradicar diversas doenças ao redor do mundo: epidemias de varíola, tétano, raiva, leptospirose, malária, tuberculose e peste bubônica já foram controladas graças à vigilância epidemiológica. No Brasil, até hoje vemos os esforços para combater a dengue e o zika vírus.

Por aqui, o trabalho de vigilância epidemiológica compete majoritariamente ao Sistema Único de Saúde (SUS), que conta com o auxílio de hospitais e instituições privadas para monitorar a saúde da população brasileira e colocar em prática planos de ação capazes de mitigar epidemias e crises sanitárias. 

Isso foi estabelecido no início da década de 90 pela Lei n° 8.080/90. A lei diz que “a saúde é um direito fundamental do ser humano” e que é dever do Estado (por meio do SUS) “garantir a saúde” por meio da “formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem a redução de riscos de doenças e de outros agravos”.

Fases da vigilância epidemiológica

Como uma epidemia é algo que pode trazer graves consequências socioeconômicas e sanitárias, é do interesse dos órgãos responsáveis que as ações de contenção sejam assertivas e bem executadas. Justamente por isso, a abordagem tem um viés quase militar, com ações verticais divididas em quatro fases: preparatória, de ataque, de consolidação e de manutenção.

Na fase preparatória, são recolhidos e analisados todos os dados pertinentes para o controle de uma doença – dados demográficos, ambientais, socioeconômicos, de morbidade, de mortalidade, entre outros. Esses dados são obtidos geralmente graças a notificações compulsórias feitas pelos profissionais da saúde (ou pela própria comunidade) aos órgãos responsáveis, conforme casos de uma doença começam a se espalhar pelas comunidades.

Nos últimos anos, a coleta de todos esses dados tem sido otimizada graças à informatização da saúde e ao advento de tecnologias como a Internet das Coisas. Com bancos de dados compartilhados via nuvem, o acesso e atualização das informações é bastante facilitado. É com base em todos esses dados que são elaboradas (e recomendadas aos órgãos competentes) as melhores ações estratégias para o combate à doença.

A fase de ataque, como o nome sugere, é onde as ações são efetivamente colocadas em prática, de forma coordenada e massiva, a fim de interromper o avanço de uma epidemia em potencial. Quarentenas, isolamentos e campanhas de vacinação entram nesta fase do processo.

Informação também é importante: as pessoas precisam conhecer o que causa a doença, quais os sintomas e as formas de prevenção. Por isso, a fase de ação envolve também campanhas de conscientização que visam deixar os cidadãos informados sobre uma doença e tudo que pode ser feito para evitá-la. 

De 2020 para cá, vimos muito isso na prática por conta da Covid-19: o guia de práticas para evitar a doença (uso de máscara, distanciamento social, higienização das mãos, etc.) tornou-se um verdadeiro mantra, repetido em todos os meios de comunicação, online e offline. Ainda que tenha faltado respeito às normas, a situação da pandemia poderia estar ainda pior sem que parte da população tivesse aderido à causa.

Na fase de consolidação, as ações da etapa anterior já começaram a surtir efeito e criou-se um cenário favorável para o controle da doença. Esforços coletivos continuam sendo importantes, para aumentar as taxas de imunização da população, e o monitoramento é constante para evitar que novos focos de infecção surjam e se espalhem.

Por fim, temos a fase de manutenção, que é mais familiar para todos nós: depois que uma doença é erradicada, as entidades sanitárias continuam acompanhando o panorama geral, para poderem agir rapidamente caso apareçam novos casos, ou mesmo um surto.

Vigilância epidemiológica e a erradicação de doenças

Certas doenças, como a poliomielite (paralisia infantil) foram totalmente erradicadas de nosso país graças a um esforço massivo de vigilância epidemiológica e de extensas campanhas de vacinação de nível nacional. O último caso de poliomielite registrado no Brasil foi em 1989 – as campanhas de vacinação anuais, que acontecem no mês de outubro, estão sempre imunizando as crianças menores de 5 anos para evitar que a doença retorne.

Quando uma doença é 100% erradicada, o país recebe um certificado de erradicação, emitido pela Organização Mundial da Saúde ou outro órgão equivalente – como a Opas, Organização Pan-Americana de Saúde. O Brasil já recebeu certificados ao erradicar doenças como sarampo, varíola e a já mencionada poliomielite.

O sarampo, porém, voltou a aparecer em nosso país em 2018, muito por conta de um surto na Venezuela, que acabou chegando ao Brasil através da fronteira com o Amazonas. Só naquela região, foram registrados quase 10 mil casos de sarampo entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2019, com pelo menos 6 vítimas fatais. 

Por conta disso, recentemente foi iniciada uma nova campanha de vacinação contra a doença em todo o país. É aí que a fase de manutenção opera: monitorando novos casos e realizando as ações necessárias para controlá-los antes que se espalhem demais.

Os desafios enfrentados pela vigilância epidemiológica

A descrença na vacinação é um dos maiores inimigos da vigilância epidemiológica. O chamado “movimento antivacina”, que espalha desinformação e fake news sobre o tema, tem afastado pais e crianças das campanhas de vacinação, o que contribui com o ressurgimento de doenças até então erradicadas. Este comportamento social retrógrado é muito perigoso, e tem deixado os especialistas em alerta.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que 95% da população suscetível a uma doença esteja imunizada para que a doença possa ser considerada erradicada em um país. No caso do sarampo, o Brasil estava cumprindo a meta até 2015, mas nos últimos anos, as baixas taxas de vacinação contribuíram  para o ressurgimento de casos dentro de nossas fronteiras.

Somado a isso, temos o problema da efetividade das ações propostas pelo serviço de vigilância epidemiológica. Como vimos no artigo sobre estratégias de testagem para Covid-19, o Brasil é um país de proporções continentais. Muitas vezes, os esforços de conscientização e imunização demoram a chegar – ou nem chegam – a comunidades remotas ou vilarejos isolados. E não podemos ignorar o déficit estrutural e operacional de nosso sistema de saúde, que muitas vezes não tem os recursos necessários para atuar com mais efetividade.

Testes Laboratoriais Remotos na vigilância epidemiológica

Aí entram a praticidade e acessibilidade dos Testes Laboratoriais Remotos (TLRs), que chegam como uma forma de auxiliar no trabalho de monitoramento da saúde de populações que estão distantes dos grandes centros urbanos ou de laboratórios especializados e, por isso, enfrentam dificuldades para realizarem seus exames. Outras vantagens dos TLRs são: 

Equipamento portátil 

Um TLR é portátil, fácil de transportar e instalar em locais de difícil acesso. Um exemplo recente foi a Missão Kayapó, projeto encabeçado pelo Governo Federal que teve participação da Hilab e dos Ministérios da Defesa, Saúde, Minas e Energia. Levamos nossos TLRs para comunidades indígenas do Pará, onde mais de 700 exames foram realizados de forma remota, a fim de contribuir com a saúde dos índios diante da pandemia.

Agilidade 

A rapidez de um Teste Laboratorial Remoto também é um ponto importante: quando estamos diante de uma epidemia ou de uma pandemia – entenda as diferenças entre uma e outra neste artigo -, é fundamental que os resultados dos exames sejam obtidos com rapidez, pois outras ações, como vacinação e quarentena, dependem desse diagnóstico para serem colocadas em prática. Com laudos emitidos cerca de uma hora após a coleta da amostra, o TLR dinamiza bastante o processo.

Praticidade

Ainda no que diz respeito à praticidade, não podemos deixar de mencionar que um mesmo equipamento de TLR pode realizar diversos tipos de exames diferentes. É normal uma pessoa sair de uma consulta médica com uma bateria de exames para realizar. O Teste Laboratorial Remoto facilita a vida do paciente ao permitir que ele realize diversos procedimentos em um único local, sem ter de ir a vários lugares nem precisar retornar para receber os resultados – tudo é enviado online para o e-mail ou celular.

Em tempos de pandemia, isso impacta inclusive na segurança das pessoas: ao realizar vários exames em um mesmo estabelecimento, o paciente se expõe menos, tem contato com menos pessoas e, consequentemente, diminui as chances de ser colocado diante do Sars-CoV-2.

Diagnóstico descentralizado e confiabilidade 

A situação da pandemia no Brasil também deixou claro como nosso sistema de saúde é frágil: o colapso chegou a diversas regiões simultaneamente. Faltaram leitos, equipamentos e mão de obra, com filas de espera se formando conforme o número de infectados precisando de internação aumentava.

Como um TLR pode estar presente em farmácias, consultórios, clínicas e empresas de saúde ocupacional, descentraliza-se o atendimento, desafogando hospitais e tornando o acesso à saúde ainda mais simples e fácil.

Independente do local onde o exame é realizado, a confiabilidade dos resultados não se altera, uma vez que todas as análises são feitas por um laboratório remoto, que recebe as amostras digitalizadas e envia os resultados pela internet. Neste processo, é empregada uma inteligência artificial, mas sempre há um especialista de prontidão para validar o diagnóstico e assinar eletronicamente o laudo.

Vigilância epidemiológica é o que aumenta a segurança de uma população diante de epidemias e pandemias. E a tecnologia dos Testes Laboratoriais Remotos pode ajudar nesse processo. Contrate a Hilab e faça parte deste nosso esforço para democratizar o acesso à saúde no Brasil.

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